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Atualizado: 54 minutos 16 segundos atrás

Chico Science: 20 anos sem principal expoente do Manguebeat

seg, 30/01/2017 - 09:34

Há 20 anos, o Brasil perdia um de seus artistas mais inovadores: Francisco de Assis França, o Chico Science, teve sua breve e intensa carreira encerrada em um domingo. Era 2 de fevereiro de 1997, quando a vida do músico foi interrompida aos 30 anos de idade em um acidente de carro.

Copyright - Chico Science

Foto: Gil Vicente

O músico encabeçou o movimento Manguebeat, que projetou mundialmente a cena cultural que fervilhava no Recife. Ana Sousa, curadora da Ocupação Chico Science, realizada pelo Itaú Cultural em 2010, considera que o músico deu voz a uma cena musical prestes a explodir.

“Chico Science foi uma espécie de abre alas, foi o porta-voz desse processo. A relevância dele está no campo das composições e criações, mas é também desse cara que era do palco, que trouxe essa mise-en-scene de novo pra cena pernambucana”,  considera.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Ana Souza: palco Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

Há muito o Brasil não via um movimento musical e estético alcançar tamanha projeção, a ponto de o crítico musical Jon Pareles, no jornal norte-americano New York Times, apresentar Science como fundador do movimento de maior impacto na música brasileira desde a Tropicália. O texto é “Chico Science, 30, Brazilian Pop Music Star”, publicado após a morte do músico. 

“As letras combinam protesto político com imagens visionárias, e Chico Science as performou com exuberância, misturando movimentos de break-dance com a ciranda brasileira, usando um chapéu de palha de pescador tradicional e óculos escuros de um rocker”, descreveu Pareles na edição de 5 de fevereiro de 1997 do jornal.

Copyright - Chico Science

Foto: Maria F. Moreno / Paulo André

 

“Ele era um gênio artista. Acho que para além da questão musical, ele era um performer. Até quando dava entrevista, ele não era o Chico, era o Chico Science... se construía nessa persona e isso exige muita consciência artística”, considera Ana Sousa.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Ana Sousa: genialidade

Entre abril de 1994 até o dia do acidente, Science gravou dois discos que alcançaram repercussão mundial, com prensagens nos EUA, Europa e Japão, e realizou duas turnês mundiais à frente da banda Chico Science & Nação Zumbi.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science

Divulgação

“Parece que alguma coisa estava dizendo: 'olha, corre e faz um monte porque não vai durar muito'. A sensação é essa, pela quantidade de coisas que a gente conseguiu fazer. É como se a gente tivesse correndo contra o tempo”, considera Paulo André Pires, empresário da banda.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Paulo André - trajetória

"Ele era um cara empenhado no sonho dele, nas coisas que queria fazer, tinha uma visão estratégica do trabalho muito boa. Tinha toda uma coisa de pensar o trabalho, a evolução da banda, a música e o contexto social em que o trabalho estava inserido”, lembra a irmã Goretti, com quem Chico morava em um apartamento no Recife.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Goretti França - trabalho Auge da carreira: 1996 Copyright - Chico Science

Foto: Gil Vicente

O ano de 1996 projetou Chico Science & Nação Zumbi definitivamente para o mundo após o lançamento do segundo disco, Afrociberdelia. A banda se mudou do Recife para o Rio de Janeiro em dezembro de 1995 para facilitar o contato com o mercado fonográfico.

“Pra que a gente fizesse mais show, estivesse mais perto e disponível, a gente resolveu mudar pro Rio porque a gravadora era lá também”, lembra o empresário.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Paulo André - mudança para o Rio Copyright - Chico Science e Jorge du Peixe

Foto: Maria F. Moreno / Acervo Paulo André

Os músicos trabalharam no disco até janeiro de 1996. Ainda nesse mês, se apresentaram no festival  Hollywood Rock Brasil, ao lado de nomes como The Cure, Smashing Pumpkins, Supergrass e Page & Plant. O disco Afrociberdelia foi lançado em julho, momento em que a banda seguia para sua segunda turnê internacional, que percorreu sete países da Europa e EUA.

Chico Science & Nação Zumbi passou por treze cidades e tocou em festivais de música pop entre 11 e 27 de julho daquele ano. Tocou ao lado de nomes como Beck, Nick Cave, Coolio e Ministry. Na Alemanha, se apresentou para 20 mil pessoas em Karlsruhr. 

Copyright - Chico Science

Acervo Família França

A banda participou pela segunda vez do Montreaux Jazz Festival, na Suiça, onde os brasilienses do Paralamas do Sucesso fizeram o show de abertura para os músicos do Recife. O disco “Afrociberdelia” chegou ao 5º lugar na World Music Charts Europa.

Cansaço

Ao final de um ano, Chico se sentia cansado com o volume de trabalho e pediu para tirar férias. Foram oito shows em outubro e nove em novembro, quando a banda teve que entregar o apartamento alugado no Rio. O último show com a presença de Science aconteceu no dia 2 de dezembro, no Canecão.

“Chico estava reclamando de muito trabalho.... essa intensidade, quase um show a cada três dias. Eu falava pra ele: 'cara, vamos parar quando acabar o contrato do apartamento, tu tira férias e volta pro Carnaval'”, lembra o empresário Paulo André.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Paulo André - 1996 Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

Quando voltou ao Recife, Chico passou a dividir um apartamento com a irmã Goretti, que compartilhou com o músico seus últimos meses de vida. Única mulher de quatro filhos, pouco mais velha que Chico - o caçula, Goretti também lembra que o fim de 96 foi de muito cansaço para o músico. 

“Nessa época, a memória que eu tenho mais forte era de muito cansaço. Cansado mesmo dessa coisa da turnê, do trabalho, do disco... essa coisa toda e queria descansar um pouco. Tanto que ele disse que chegou a desmarcar compromisso porque ele queria umas férias”, lembra.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Goretti França - cansaço Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

Após a entrega do apartamento, os músicos tiraram férias de dois meses e Chico seguiu para a Europa. 


Novas influências e projetos

Na volta ao Brasil, após o período de descanso, a irmã Goretti lembra de um Chico renovado.

“Ele voltou refeito, cheio de boas ideias, ouvindo muita bossa nova, muito apaixonado.Tava num momento muito tranquilo e ouvindo Elis Regina e Taiguara, todo apaixonadinho”, lembra. 

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Goretti - volta ao Brasil Copyright - Chico Science

Foto: Maria F. Moreno / Acervo Paulo André

Chico também queria um retorno maior do trabalho que, apesar da repercussão, não tocava com frequência nas rádios brasileiras. Um dos projetos era passar um tempo em Nova Iorque para difundir mais o trabalho nos EUA e tentar uma aproximação da Nação Zumbi com o hip hop norte americano.

“Com essa dificuldade no Brasil de rádio não querer tocar, a ideia da gente era investir internacionalmente. Então a gente já tinha pensado em passar uns dois meses por exemplo em Nova Iorque”, lembra Pires.

Copyright - Chico Science

Foto: Maria F. Moreno / Acervo Paulo André

O contrato de Chico Science & Nação Zumbi com a Sony previa a gravação de três discos. Com dois deles já lançados - Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996), o mangueboy também pensava em como tocar sua carreira de forma independente num futuro próximo.

“Chico pensava em fazer um selo pra lançar também outros artistas, fazer um projeto social - que era o Antromanque. Chico era um cara muito inquieto e a fim de fazer muita coisa."

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Paulo André - projetos Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

O dia do acidente

Science seguia em direção ao Recife onde se apresentaria pela primeira vez em um trio elétrico no bloco na Pancada do Ganzá, do músico e humorista Manoel da Nóbrega, marcado para 20h do dia 3 de fevereiro, na praia de Boa Viagem. Ele chegou a subir no trio elétrico ao lado do humorista uma semana antes em uma prévia para divulgar a apresentação no carnaval. Seria a última vez que Chico se apresentava ao público.

O Fiat Uno da cor branca que o músico dirigia se chocou contra um poste na rodovia PE-1, divisa entre Olinda e Recife (PE), às 19h30.

Copyright - Chico Science

Foto: Gil Vicente

Um policial militar que estava em um ônibus viu o acidente e desceu para prestar socorro. O músico foi levado ao Hospital da Restauração, mas já chegou sem vida ao local cerca de uma hora e meia após o acidente. 

“Ele chegou morto, então nem colocaram ele numa maca. Ele estava no chão de uma sala de hospital, todo perfeito, mas com uma longa poça de sangue embaixo da cabeça, porque teve um corte profundo na nuca”, lembra Paulo André.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Paulo André - dia da morte Copyright - Chico Science

Foto: Gil Vicente

A família do músico acionou a Justiça, após perícia no carro que o cantor conduzia, para constatar que a fivela metálica de segurança se rompeu no impacto com o poste. Em 2007, quando completaram dez anos do acidente, a família do músico recebeu indenização por meio de um acordo com a empresa Fiat.

Como seria Chico Science hoje?

A pergunta passou pela cabeça de sua irmã ao encontrar com o músico Siba, conterrâneo e contemporâneo de Chico, no aeroporto em Recife.

“Ele tava com a barba branca e eu fiquei olhando pra ele e pensando, assim, como seria o rosto de Chico hoje? Aí fiquei tentando achar que cara ele teria. Talvez menos cabelo, a barba grisalha, um pouquinho barrigudo, apesar que ele corria sete quilômetros por dia. Ele era maravilhoso. Eu acho que uma vantagem de morrer cedo é que você fica com a idade que você tinha. Então vamos imaginá-lo um homem no auge da sua maturidade, com toda alegria e leveza que ele tinha aos 30, quando foi embora.”

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista com Goretti França - encontro com Siba Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

A questão sobre como seria Chico hoje em dia também chegou a Paulo André por meio da pergunta de um jornalista.

“Ele estaria interagindo em todas as formas de redes sociais possíveis, estaria interagindo com o mundo. Isso facilitaria muito a interação dele com outros artistas porque ele também era muito de trocar ideia, de conhecer outra galera”, imagina o produtor.

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: entrevista Paulo André - como estaria Depoimentos

O Portal EBC perguntou a algumas pessoas que conviveram com Chico Science quais lembranças ou características do músico elas guardam na memória.

Goretti França Copyright - Chico Science

Foto: Acervo Família França

“Ele era um cara bem humorado, muito cúmplice, generoso com aquilo que ele sabia, com as ideias e sonhador. Não no sentido de alguém que tá fora do chão, mas de coisas que ele queria realizar. Então ele projetava as coisas, planejava, via, fazia, corria atrás. Uma pessoa encantada pela vida, muito leve, fácil de lidar, curioso.”

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: depoimento de Goretti França H.D. Mabuse parceiro de Chico Copyright - Chico Science, H.D. Mabuse e Jorge Du Peixe

Foto: Acervo Família França

 
“Chico tinha essa capacidade de samplear, uma lógica de composição de sampler, de recombinar elementos que estavam ao redor dele, de uma forma muito perspicaz e muito rápida.”

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: depoimento de Mabuse Paulo André Copyright - Chico Science e Paulo André

Foto: Maria F. Moreno / Acervo Paulo André

“Era um cara inquieto pra caramba, a gente só conseguiu fazer tudo isso porque o Chico era focado no trabalho, era um cara tranquilo. Mas era um cara, por outro lado, bem pé atrás com tudo e todos. Quando botava uma coisa na cabeça que ia fazer, ele fazia".

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: depoimento de Paulo André Pires Stela Campos Copyright - Stela Campos e Chico Science

Adriana Fritzen Pereira

“Ele sempre foi uma pessoa legal, simpático, criativo e muito curioso. Isso é uma coisa que eu sempre achei legal musicalmente falando. Era um cara muito interessado em conhecer as coisas. Um artista muito humilde em aprender, em querer conhecer, em transformar as coisas. Muito esperto de pegar as influências e remoer, transformar aquilo.”

Creative Commons - CC BY 3.0 - Chico Science: depoimento de Stela Campos Chico Science

"O amor… eu acho que é a maior coisa que o sentimento ganhou, é inexplicável assim… eu acho que é tempo de se falar mais do amor, [...] o amor pela terra, o amor pela vida, o amor por todas as coisas, simples e complexas do universo... o amor está em todo lugar."

Copyright - Chico Science no Programa Ensaio da TV Cultura em 1996

* Entrevistas realizadas em 2016 por ocasião do cinquentenário de Chico Science

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Mega-Sena pode pagar R$ 11 milhões neste sábado (14)

sab, 14/01/2017 - 15:04

O sorteio 1.894 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 11 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) deste sábado (14), em Belém. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

  Saiba como é calculado o prêmio

O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não é totalmente revertido em prêmio para o ganhador. Parte do montante é repassada ao governo federal para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e esporte.

Além disso, há despesas de custeio do concurso, imposto de renda e outros, que fazem com que o prêmio bruto corresponda a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem:

35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena);

19% entre os acertadores de 5 números (quina);

19% entre os acertadores de 4 números (quadra);

22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.

5% ficam acumulado para a primeira faixa - sena - do último concurso do ano de final zero ou 5.

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
Confira na tabela abaixo para onde vai a distribuição da arrecadação da Mega-Sena:

Distribuição da arrecadação da Mega-Sena
Prêmio Total 51%

- Fundo Nacional da Cultura 3%

- Comitê Olímpico Brasileiro 1,7%

- Prêmio Bruto 46%

- Imposto de Renda Federal 13,80%

- Prêmio Líquido 32,20%

 

Seguridade Social 18,10%

FIES -Crédito Educativo 7,76%

Fundo Penitenciário Nacional 3,14%

Desp. de Custeio e Manut. de Serviços 20%

- Tarifa de Administração 10%

- Comissão dos Lotéricos 9%

- FDL - Fundo Desenv. das Loterias 1%

Renda Bruta 100%

Adicional para a Secretaria Nacional de Esportes 4,50%

Arrecadação Total 104,50%

* Com informações da Caixa Econômica Federal

 

 

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Familiares tentam entregar alimentos e roupas a detentos em Manaus

sex, 13/01/2017 - 09:14

Mesmo com a suspensão de visitas aos detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, familiares formam filas para tentar entregar alimentos e roupas. Agentes da Força Nacional e da PM bloqueiam a estrada que leva ao presídio.

Confira as fotos de Marcelo Camargo da Agência Brasil:

 

Familiares tentam entregar alimentos e roupas em presídio de Manaus Leia também:

Comerciantes de Manaus relatam queda no movimento após mortes em presídios

Em dia de visitas em prisões de Manaus, PM encontra 66 celulares

Relatório de direitos humanos critica superlotação de presídios e lei antidrogas

 

 

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Galeria: familiares aguardam informações sobre presos em Manaus

qui, 12/01/2017 - 11:28

Enquanto aguardam informações sobre presos na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa em Manaus, familiares montaram estrutura com cadeiras e ponto de energia para aguardar informações e fizeram orações junto a um grupo religioso em frente ao presídio. Confira as fotos de Marcelo Camargo da Agência Brasil.

 

Familiares aguardam informações sobre presos na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa

 

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Nos Jogos do Rio, Daniel Dias se consagra como maior atleta brasileiro

sex, 30/12/2016 - 17:23

Setembro de 2016. Oito dias de provas no Estádio Aquático, no Rio de Janeiro. Conseguir uma medalha seria a consagração para qualquer nadador. Mas subir ao pódio nove vezes durante a disputa é mais do que um sonho. E quando se trata do nadador Daniel Dias, uma realidade. Foram quatro medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze. Nove medalhas nos Jogos Paralímpicos de 2016, que se juntaram às outras 15 conquistadas em Pequim (9) e Londres (6), e fizeram do atleta o recordista mundial da natação paralímpica, após ultrapassar a marca de 23 medalhas do australiano Matthew Cowdrey.

Apesar de ter subido tantas vezes ao pódio, Daniel sempre sente uma emoção diferente a cada conquista. “Cada prova tem sua história, cada lugar tem sua história. Foram os Jogos em que eu mais chorei”, declarou Daniel, que também lembrou do apoio da torcida brasileira, que gritava o nome do atleta sempre que ele pulava na água. “A torcida foi o diferencial. A gente nunca tinha vivido isso. Vai ficar marcado para sempre”, declarou. Na arquibancada, uma torcida especial: a família do nadador. “Minha família é a minha base”, disse Daniel.

Além dos pais Paulo e Rosana e da esposa Raquel, quem se destacava na torcida eram os filhos Asaph e Daniel. Ainda pequenos, os dois tiveram a oportunidade de presenciar o recorde do pai. E quem sabe a carreira vitoriosa de Daniel não pode inspirar os dois a ser nadadores? Para o atleta, o importante é incentivar os filhos a praticar esportes. O primeiro deles não podia ser outro: os dois fazem natação desde os seis meses.

Daniel Dias - Fotos: MPIX/CPB

O nadador não esperava conquistar tantas medalhas. Pouco tempo antes dos Jogos de 2016, Daniel teve uma lesão, a primeira em dez anos de carreira. Mas o imprevisto logo foi resolvido e ele conseguiu se recuperar a tempo de entrar para a história do esporte paralímpico brasileiro.

A trajetória vitoriosa de Daniel contou com o apoio especial dos pais dos atletas. Paulo e Rosana sempre incentivaram o filho a fazer tudo que era possível. Quando criança, ele sofreu preconceito e a ajuda dos pais foi fundamental para superá-lo. Daniel mostra que aprendeu com a situação:

“O preconceito não pode existir em cada um de nós. Quando a gente tira esse preconceito e entende que todos somos capazes, o preconceito não existe mais”, disse.

Desde pequeno, Daniel se interessava por esporte. Mas a natação profissional chegou apenas aos 16 anos, após ver o desempenho de Clodoaldo Silva nos Jogos de Atenas, em 2004, e conhecer o esporte adaptado. O maior recordista brasileiro decidiu correr atrás dessa oportunidade e o sonho de praticar esportes se tornou realidade. 

Já nos Jogos de Pequim ele saiu vitorioso com nove medalhas e não parou mais. De ídolo, Clodoaldo se tornou amigo de Daniel, que esteve ao lado dele na despedida das piscinas nos Jogos do Rio. “Foi uma emoção muito grande. Conheci o esporte paralímpico através do Clodoaldo. Eu fico muito feliz de poder ter feito parte dessa história”, acrescentou.

E Daniel também poderá fazer parte da história de futuros nadadores. Pensando em ajudar as pessoas com deficiência a encontrar um esporte adaptado, ele criou em 2015 o Instituto Daniel Dias, em Bragança Paulista, cidade onde mora. “Nem todo mundo quer seguir na carreira esportiva, mas é uma grande ferramenta para que a gente possa entender que todos podemos ser campeões na vida”, afirmou. Hoje a instituição atende 15 crianças, com o apoio de três técnicos.

As vitórias de Daniel nas piscinas estão longe de acabar. “Eu quero mais”, afirmou o nadador sobre os Jogos de Tóquio de 2020. “Espero poder fazer uma excelente preparação”, acrescentou. Ele acredita que, após 2016, às atenções se voltarão mais para os esportes paralímpicos. Enquanto os próximos jogos não chegam, o nadador se prepara para o Mundial do México em 2017. Uma promessa de mais medalhas para o nadador que venceu o impossível.

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Um 2016 feliz para a canoagem brasileira

sex, 30/12/2016 - 16:29

Muitos brasileiros pensam em 2016 como um ano para ser esquecido, entretanto para Erlon de Souza o ano tem um local especial no seu coração. Afinal, no dia 21 de agosto, ele conquistou uma medalha de prata na canoagem ao lado do companheiro Isaquias Queiroz.

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

“2016 foi o melhor ano de desempenho, de realizações. Ir aos jogos olímpicos já foi um sonho. Conquistar este título inédito já passou dos limites da minha perspectiva. Foi um ano maravilhoso. Se eu falar que foi 100% de aproveitamento foi pouco”, conta o remador.

As competições olímpicas foram um ponto de virada não só na carreira de Erlon como na canoagem Brasileira. “Depois dos jogos a gente viu que a canoagem ganhou uma visibilidade muito grande. A gente ganhou muitos amigos, pessoas que nos acompanham nas redes sociais. A torcida nos abraçou e ficamos um pouco impressionados com a quantidade de gente nos apoiando na competição”.

Foto: Alexandre Loureiro/Exemplus/COB

Erlon é nascido no interior da Bahia e trabalhava como “tirador de areia” no rio das Contas em Ubatã. Ele começou a remar com uma vara que tinha 4 metros e uma pá na ponta. Conheceu a canoagem através de um projeto social onde foi levado por amigos em 2005. 

Para o medalhista a maior dificuldade do esporte é superar os seus próprios limites. “A principal dificuldade é o treinamento, ir se superando a cada dia. Porque quando a gente pensa que chegou no limite, que já está bom, a gente sempre tem que melhorar mais um pouco. Vamos sempre ultrapassando os limites do nosso corpo e sempre querendo um pouco mais”, diz.

Depois de conquistar a prata nas Olimpíadas, a meta para 2017 também é alta. Em agosto, Eron participa do mundial de canoagem, competição que lhe rendeu o ouro em 2015 junto de Isaquias. “Na verdade a gente já está vivendo o ano de 2017, já estamos em um novo ciclo. As principais competições são a copa do mundo e o mundial de canoagem. Nossas perspectivas são as melhores porque a gente sabe que tem condições de medalhas”, garante.

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Réveillon 2017: confira programações da virada pelo Brasil

sex, 30/12/2016 - 12:32

Apesar de a crise econômica de 2016 ter afetado o réveillon em diversas cidades brasileiras, não faltam boas opções de celebração pelo país. No Rio de Janeiro, por exemplo, a queima de fogos vai durar quatro minutos a menos que em 2015, mas ainda assim, são esperadas mais de 2 milhões de pessoas em Copacabana, onde haverá show de Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Já em Florianópolis, nem mesmo a decisão da prefeitura de não investir dinheiro na realização da festa, cancelou o evento. A avenida Beira-Mar Norte contará com queima de fogos e shows patrocinados pela iniciativa privada.

Para comemorar a chegada de 2017, Daniela Mercury fará a contagem regressiva em São Paulo. Em Brasília, quem comanda a festa na hora da virada é o rapper Criolo. Enquanto essas cidades apostaram em artistas nacionais, em alguns locais (como Manaus), as principais atrações ficarão por conta de cantores locais.   

Confira a programação do réveillon em algumas cidades brasileiras:

Manaus

São Paulo

Florianópolis

Salvador 

Rio de Janeiro

Brasília

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Relembre os memes que marcaram 2016

qui, 29/12/2016 - 11:26

Manifestação cultural típica da internet, os memes já se tornaram parte da vida das pessoas. Seja para encarar de maneira leve um assunto espinhoso, seja para simplesmente zoar. Eles podem vir em forma de citações, bordões, fotos, montagens, gifs ou músicas, o que faz da piada um meme, é ela ganhar vida na web e por ela se propagar indefinidamente.

Confira abaixo algumas das frases e montagens irônicas que divertiram os internautas em 2016.

1- Ivete Sangalo - Quem é essa aí, papai?!

O ano começou com Ivete Sangalo dando bronca no maridão, Daniel Cady, durante uma apresentação da baiana em Guarajuba, litoral Norte do estado. "Quem é essa aí, papai? Tá cheia de assunto, hein?", disparou Veveta. O que poderia virar um climão ou barraco mal resolvido, logo se transformou, claro, em piada! Ivete é Ivete, né, meu povo?

2 - Diferentona

O meme que dominou o Twitter servia para tirar sarro das pessoas que se acham únicas até demais.

 

3 - Glória Pires no Oscar

Gloria foi convidada para comentar o Oscar e a sua opinião sobre os filmes (ou a falta dela) fez muito sucesso pela web.

 

4 - Sexo é coisa de adolescente

Tweets que comprovam porque sexo é coisa de adolescente.

 

 

 

 

 

5 - Tá tranquilo, tá favorável

A internet ferveu com as piadas e montagens envolvendo o clipe e as dancinhas da música que "faz o sinal do Ronaldinho". O funkeiro MC Bin Laden é o autor de "Tá Tranquilo, Tá Favorável", o hit do Carnaval 2016.

 

6 - Pokémon Go

Quando finalmente Pokémon Go foi lançado no Brasil.

via GIPHY

 

Deu ruim para o Rattata

 

7 - Primeira Guerra Memeal

A Primeira Guerra Memeal foi a primeira batalha digital de nível internacional registrada na história, iniciada em junho de 2016. Tendo o twitter como campo de batalha, brasileiros e portugueses lutaram pelo reconhecimento do título de pátria da zoeira.

Tudo começou quando usuários brasileiros do twitter acusaram os portugueses de plágio, com a conta "In Portugal We Don't". Os canarinhos alegaram que o meme "in brazilian portuguese we don't say", já era usado por eles anteriormente. Os memes da batalha pipocaram e viralizaram pela rede.

 

8 - Birl

Um vídeo do Kleber Bambam malhando feito doido caiu na internet e divertiu muita gente. Enquanto carrega peso, o ex-BBB urra algo como "birl". Bastou para a expressão estampar diversos memes, como este:

 

9 - Gloria Maria fumando maconha na Jamaica

A jornalista, também conhecida como rainha dos gifs e memes, fumou maconha em uma visita à Jamaica durante um episódio do "Globo Repórter" e sua reação foi a melhor POSSÍVEL! As expressões dela andando em uma montanha russa rastafari também ganharam as redes sociais.

Quem são eles perto de Gloria Maria? pic.twitter.com/h7sRD1ukrE

— //Emo Unicórnio// (@Emotrevoso) 3 de julho de 2016

 

 

10 - Usain Bolt correndo

Ele proporcionou à internet um dos melhores memes da Rio-2016. No meio dos 100 metros rasos, o atleta olhou para trás e viu que estava com uma grande vantagem em relação a adversário – e não escondeu o sorriso.

 

11 - Brasil x Alemanha

O Brasil passou por Honduras e se classificou para final contra a Alemanha. Ainda bem que deu certo, né?

 

12 - Marilene não se mete

Garota que gravou vídeo aos prantos por supostamente não ter subido no palco durante show virou meme nas redes sociais.

 

13 - Nazaré Confusa

Apesar da personagem Nazaré (Renata Sorrah), de "Senhora do Destino", ser de 2004, os internautas fizeram o favor de ressuscitar essa personagem histórica para fazer um meme bastante divertido, a "Nazaré Confusa". Pois é, apesar do nome, todo mundo sabe direitinho o momento certo em que essa imagem deve ser usada. Afinal, às vezes é muito melhor se fazer de desentendido, né?

 

14 - Por que você não amadurece?

Desta vez, quem tem tomado conta da timeline é um menininho bastante irritante, que repete tudo o que perguntam pra ele, inclusive o bordão "Por que você não amadurece?". No Facebook, a página com a mesma pergunta ganha cada vez mais seguidores e gera milhares de compartilhamentos com a mesma foto. O menino realmente precisa crescer, né?

 

15 - Orange is the new Black

Meme faz piada com a cor "laranja" da pele de Trump, sucessor do negro Barack Obama, em referência à série "Orange is The New Black". A vitória de Donald Trump na eleição presidencial americana chegou a ser o assunto mais comentado nas redes sociais da época.

 

16 - Gretchen

E pra fechar, quando chegar a última sexta-feira do ano...

via GIPHY

 

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Brasileirão: Botafogo e Atlético-PR garantem vaga na Libertadores; Inter é rebaixado

seg, 12/12/2016 - 12:47

Após 38 rodadas, o Campeonato Brasileiro foi encerrado neste domingo (11). As decisões foram adiadas em uma semana devido à tragédia envolvendo a delegação da Chapecoense, ocorrida no dia 29 de novembro. Com o Palmeiras campeão de forma antecipada, a rodada derradeira definiu os últimos classificados para as Copas Libertadores e Sul-Americana, além do time rebaixado à série B.  

Confira um balanço final do campeonato:

Palmeiras: Campeão de números

A arrancada final que contribuiu para o título brasileiro com uma rodada de antecedência, significou  o recorde de pontos em um único turno desde que o torneio passou a ser disputado com 20 clubes, em 2006. No segundo turno, foram 44 pontos em 19 jogos. Na somatória do campeonato, foram 80 pontos, com 24 vitórias, oito empates e seis derrotas.  

Outro feito inédito foi o de terminar o torneio sem sofrer cartões vermelhos. Além disso, o clube terminou também como o melhor ataque do Brasileirão, com 62 gols marcados, e com a melhor defesa, 32 gols sofridos (empatado com o Atlético-PR).

Definidos participantes da Libertadores e da Copa Sul-Americana

As duas últimas vagas para a Copa Libertadores de 2017 ainda estavam em jogo na rodada. Melhor para o Botafogo, que venceu o Grêmio, em Porto Alegre, e para o Atlético-PR, que empatou com o Flamengo, em Curitiba. Outro concorrente pela vaga, o Corinthians foi derrotado pelo Cruzeiro e terá que acompanhar à distância o torneio continental.

Assim, na Copa Libertadores mais democrática da história, oito clubes brasileiros disputarão o torneio. Palmeiras, Santos, Flamengo, Atlético-MG (via Brasileirão), Grêmio (campeão da Copa do Brasil) e Chapecoense (campeão da Copa Sul-Americana) irão diretamente para a fase de grupos da competição. Já Botafogo e Atlético-PR, respectivamente 5º e 6º colocados do Brasileirão, disputarão as fases preliminares da Libertadores.

Terminaram na zona para a Copa Sul-Americana do próximo ano: Corinthians, Ponte Preta, São Paulo, Cruzeiro, Fluminense e Sport.

Internacional é rebaixado pela primeira vez

O que parecia iminente, se concretizou. Após muitos erros dentro e fora de campo, o Internacional foi rebaixado para a 2ª divisão pela primeira vez na história.

O início de campanha foi animador. O clube chegou a liderar o campeonato por três rodadas. O calvário colorado começou na 9ª rodada, quando emendou uma sequência de 14 jogos sem vitória, que resultou na queda do time na tabela de classificação do campeonato. Durante os 38 jogos, o clube teve quatro técnicos. Na última rodada, as esperanças de salvação foram dizimadas no empate contra o Fluminense. Melhor para Vitória e Sport, que se salvaram do rebaixamento e permanecem no Brasileirão em 2017.

Também foram rebaixados o Figueirense, o Santa Cruz e o América-MG.

Artilheiros de poucos gols

Três jogadores terminaram o Campeonato Brasileiro como artilheiros: Fred, do Atlético Mineiro; William Pottker, da Ponte Preta; e Diego Souza, do Sport.  Mas o que chamou a atenção foi o baixo  número de gols marcados por eles no torneio: apenas 14. Desde 2003, quando o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos, nunca os artilheiros haviam sido tão econômicos.

Esta é a terceira vez que o atacante Fred termina na artilharia do campeonato. Já o meia Diego Souza foi o primeiro não atacante a terminar como goleador do campeonato desde 2002.

Homenagens à Chapecoense

As nove partidas que fecharam o campeonato foram marcadas por homenagens ao time da Chapecoense. Em todos os jogos, houve um minuto de silêncio em consideração aos mortos na tragédia. Em outra iniciativa, diversos clubes entraram em campo com a camisa da Chape. O escudo do clube e os nomes das vítimas também estavam presentes em alguns uniformes.

Nas torcidas, eram muitas as camisas, bandeiras, escudos e mensagens de apoio ao clube de Chapecó. Na Arena da Baixada, a torcida preparou um mosaico com os dizeres “Somos Chape”. As vítimas também foram lembradas em diversas comemorações de gol.

A Chapecoense enfrentaria o Atlético-MG na Arena Condá, nesta rodada. Porém, a partida não aconteceu e a CBF declarou W.O. para ambas as equipes.

Classificação final:

1 – Palmeiras (80 pontos)
2 –  Santos (71 pontos)
3 – Flamengo (71 pontos)
4 – Atlético-MG (62 pontos)
5 – Botafogo (59 pontos)
6 – Atlético-PR (57 pontos)
7 – Corinthians (55 pontos)
8 – Ponte Preta (53 pontos)
9 – Grêmio (53 pontos)
10 – São Paulo (52 pontos)
11 – Chapecoense (52 pontos)
12 – Cruzeiro (51 pontos)
13 – Fluminense (50 pontos)
14 – Sport (47 pontos)
15 – Coritiba (46 pontos)
16 – Vitória (45 pontos)
17 – Internacional (43 pontos)
18 – Figueirense (37 pontos)
19 – Santa Cruz (31 pontos)

* Colaborou Pedro Ramos

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Delação de ex-executivo da Odebrecht atinge importantes políticos do PMDB

dom, 11/12/2016 - 12:40

O conteúdo da delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira Odebrecht, continua repercutindo bastante no mundo político. Neste sábado (10), o presidente do Senado, Renan Calheiros, divulgou nota em resposta às declarações. Assista à reportagem:

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Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 9,6 milhões neste sábado

sab, 10/12/2016 - 13:20

Um prêmio de R$ 9,6 milhões está em jogo no concurso número 1.884 da Mega-Sena deste sábado (10). O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) na cidade de Vilhena (RO). As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. O valor mínimo é de R$ 3,50.

Saiba como é calculado o prêmio

O valor arrecadado com o concurso da Mega-Sena não é totalmente revertido em prêmio para o ganhador. Parte do montante é repassada ao governo federal para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, cultura e esporte.

Além disso, há despesas de custeio do concurso, imposto de renda e outros, que fazem com que o prêmio bruto corresponda a 46% da arrecadação. Dessa porcentagem:

35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (sena);

19% entre os acertadores de 5 números (quina);

19% entre os acertadores de 4 números (quadra);

22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.

5% ficam acumulado para a primeira faixa - sena - do último concurso do ano de final zero ou 5.

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

* Com informações da Caixa Econômica Federal

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Copa do Brasil: Grêmio empata com Atlético Mineiro e conquista título

qui, 08/12/2016 - 00:04

Em noite de homenagens às vítimas da tragédia com o voo da Chapecoense, o futebol brasileiro voltou aos campos com a final da Copa do Brasil entre Grêmio e Atlético Mineiro. E ainda em clima de luto, um empate por 1 a 1 deu o título aos gaúchos que faturaram pela quinta vez a competição.

Antes da bola rolar, um militar entoou o toque do silêncio enquanto jogadores e jornalistas, enfileirados e unidos, se emocionavam antes da partida. A torcida tricolor ergueu um grande bandeirão de “Força, Chape” e se emocionava nas arquibancadas. Os jogadores de ambos os times usaram uma faixa preta no braço com escudo da Chapecoense, além do escudo do time estampado no peito de suas camisas.

Com a bola rolando, o Grêmio utilizava da vantagem conquistada em Belo Horizonte (por 3 a 1) para segurar o ritmo da partida. O Galo, que precisava ao menos de dois gols, arriscava chutes de longe, com Pratto e Luan, mas sem maiores perigos para o goleiro Marcelo Grohe. 

Mas o primeiro tempo era truncado, com maior posse de bola do Galo. Mas foi o gremista Everton quem mais chegou perto do gol. Aos 35 minutos, arriscou um chute de fora da área, mas Victor segurou firme. Aos 40, em contra-ataque, o atacante recebeu passe de Douglas de frente para o gol. Victor salvou o time mineiro.

Para o ataque

Na volta do intervalo, os mineiros foram para o desespero. O técnico interino Diogo Giacomini sacou dois dos três volantes, e avançou o time com Maicosuel e Cazares. Robinho e Lucas Prattos não conseguiam criar as chances necessárias, não superando a barreira gaúcha.

Nos minutos finais, os gols acabaram saindo. Aos 42 minutos, o atacante Bolaños, que acabara de entrar em campo, aproveitou a sobra na área mineira e marcou o gol do título. E aos 46, Cazares fez um lindo gol do meio de campo, encobrindo o goleiro Grohe. Ao final, um desentendimento entre os jogadores no gramado tirou um pouco do brilho do clima de homenagens do jogo.

Campanha

O Grêmio chegou a Copa do Brasil nas oitavas de finais após ser eliminado nas Libertadores 2016. Os gaúchos superaram o Atlético Paranaense e venceram nas quartas o Palmeiras. Na semifinal, passou pelo Cruzeiro, fazendo também o resultado de 2 a 0 em Belo Horizonte e empatando no jogo de volta em Porto Alegre. Na partida de ida da final, no Mineirão, o Grêmio venceu o Atlético Mineiro por 3 a 1.

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Morre o poeta Ferreira Gullar, aos 86 anos

dom, 04/12/2016 - 12:18

O poeta, crítico e dramaturgo Ferreira Gullar morreu aos 86 anos. O escritor estava internado no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi informada.

Ferreira Gullar nasceu em São Luís, no Maranhão, em 10 de setembro de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira. Participou do movimento da poesia concreta, sendo então um poeta extremamente inovador e ativo na cultura brasileira.

 "Se costuma dizer que a arte revela a realidade. Não é verdade; a arte inventa a realidade. E eu costumo dizer também que a arte existe porque a vida não basta. O homem está sempre querendo que a vida seja mais do que ela é."

O poeta comparava a cidade onde nasceu a Macondo, cidade fictícia do romance Cem Anos de Solidão, do colombiano Gabriel Garcia Marquez, onde tudo acontece depois. Dizia que as novidades demoravam a chegar em São Luís e, por isso, quando começou a escrever, era como se estivesse no século passado.

Em pouco tempo sentiu necessidade de se mudar. “Eu não aguentava mais ficar em Macondo e vim para o Rio de Janeiro. Tinha 21 anos de idade”. Na cidade, publicou, em 1954, o livro A Luta Corporal. “É um livro que termina com a desintegração da linguagem, quer dizer, nada mais contrário à arte concreta. Mesmo assim eu me interessava pela arte concreta”.

Por ser comunista, Gullar enfrentou perseguição no período da ditadura no Brasil e acabou tendo que sair do país. Morou em Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires.

Foi na capital argentina que escreveu o Poema Sujo. De acordo com o escritor, ao mostrar o poema ao amigo Vinícius de Moraes, ele pediu que o gravasse. E foi assim, com a voz de Gullar, que Poema Sujo chegou ao Brasil. Depois de algumas cópias, a obra foi publicada em 1976.

“A minha vida nasce do espanto. Eu nunca planejei ser poeta ou fazer carreira literária. O que me apaixona eu vivo.”

Em 2014, por quase unanimidade, a Academia Brasileira de Letras (ABL) imortalizou o poeta na cadeira 37, vaga com a morte do poeta e tradutor Ivan Junqueira.

 

* Com informações da Agência Brasil.

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