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O instinto de sobrevivência da TV Angolana

Os dois canais públicos de Angola ajudam na busca pela identidade

A TV Que Se Faz no Mundo

No AR em 20/09/2012 - 03:00

As tardes de sextas-feiras em Luanda, a capital angolana, trazem esperança para diversos angolanos. Os telespectadores se concentram na Praça da Independência, para participar do Point de rencontre (Ponto de reencontro).

No programa, são exibidos centenas de apelos como: "Eu procuro meu tio. Ele se chama Gaspar Tavieira", que buscam encontrar pessoas desaparecidas durante a guerra civil no país. Transmitido pelo canal público TPA, o programa foi lançado um mês antes do fim oficial da guerra, que provocou o deslocamento de 13 milhões de angolanos.

Após todo o sofrimento, a população da Angola prefere esquecer o passado e construir um novo futuro. E esse instinto de sobrevivência pode ser visto nos dois canais públicos, que não possuem quase nada estrangeiro em sua programação. Até mesmo as ficções locais não têm mais nada o que invejar das telenovelas brasileiras, das quais os angolanos eram fãs.

Hoje, as séries de maior sucesso são produzidas pela TV do país, entre elas: Comba, história do velório de um senhor que deixa duas mulheres; Fúria de viver (le fureur de vivre), que apresenta jovens discutindo conflitos de gerações ou da AIDS; e 113, uma série sobre o GIGN local, que é financianda pela polícia local.

Zapeando os canais, é possível encontrar alguns programas de atualidades e alguns talk shows. Mesmo não tão requisitado, o programa Papa Ngulo é muito assistido. Um dos personagens principais se aproveita das pessoas, rouba, urina nas ruas, o que o torna um anti-exemplo absoluto do perfeito cidadão. O personagem é tão forte que todo homem sem educação é apelidado de Papa Ngulo.





Criado em 21/09/2011 - 13:10 e atualizado em 13/09/2012 - 13:36

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