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AF Rodrigues: paixão pela fotografia

Fotógrafo revela belezas escondidas de locais marcados pela miséria

O Bravos! mergulha no universo de um personagem que tem um olhar original e criativo sobre as comunidades cariocas. Vamos acompanhar as reflexões e cliques de AF Rodrigues, um fotógrafo profissional nascido e criado no complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Com a sensibilidade forjada pela fotografia humanista da Escola de Fotógrafos Populares da Maré, AF busca revelar as belezas escondidas das comunidades e propagar uma nova imagem de territórios marcados pelos estigmas da miséria e da violência.

Filho de uma família de migrantes nordestinos, AF foi o primeiro da família a se formar no ensino superior. Ele é graduado em Ciências Agrícolas e Geografia, mas dedica-se em tempo integral à fotografia. Durante sua formação como fotógrafo, teve dois grandes mestres, os renomados fotógrafos Dante Gastaldoni e João Roberto Ripper. 

AF Rodrigues, fotógrafo nascido e criado no complexo da Maré/Rio de Janeiro
AF Rodrigues, fotógrafo nascido e criado no complexo da Maré/Rio de Janeiro - Elisângela Leite

Adriano já fez uma exposição solo em Londres e algumas no Rio. Atualmente, suas fotos estão expostas em algumas estações de metrô da periferia londrina. Em 2015, ele passou 45 dias na Inglaterra em uma residência custeada pelo fundação Peoples's Palace Project. Na mesma oportunidade, ele conduziu workshops de fotografia em um bairro desprovido de acesso à cultura e, como a Maré, associado ao descaso e ao abandono.

Sua paixão pela fotografia foi além do trabalho e virou um casamento. Elisângela Leite, sua companheira, também é fotógrafa e sua trajetória de talento e superação não deixa nada a dever para a do marido. Elisângela veio do nordeste ainda menina e passou anos trabalhando como babá e depois como caixa em uma lanchonete. Por influência de Adriano e outros amigos, acabou se tornando fotógrafa e, hoje, trabalha no projeto Redes da Maré.

Ambos compartilham de um mesmo interesse em retratar as pessoas e o cotidiano das comunidades, a pulsação das ruas e pesquisam as manifestações culturais populares. Por onde passam, captam imagens de rara beleza e deixam um testemunho fotográfico de que nossos olhos precisam se abrir para tantas realidades negadas ou reduzidas na sua complexidade e humanidade.

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