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Voo JJ3054, uma tragédia no coração de São Paulo

Dez anos depois do acidente aéreo que matou 199 pessoas

Caminhos da Reportagem

No AR em 03/08/2017 - 22:00

O Caminhos da Reportagem traz depoimentos emocionantes de quem perdeu familiares no voo que saiu de Porto Alegre para São Paulo no dia 17 de julho de 2007. A equipe entrevistou parentes de cinco vítimas. Os pais da universitária Paulinha, que estava com o namorado em viagem de férias, os pais da comissária Madalena Silva, a mãe e o irmão do bancário Rogério Sato, o pai da estudante Thaís Scott e a irmã do piloto Kleyber Lima. 

Izilda e Eduardo Sato guardam a corrente que estava no corpo de Rogério Sato, filho e irmão.
Izilda e Eduardo Sato guardam a corrente que estava no corpo de Rogério Sato, filho e irmão. - Divulgação

Cada uma das famílias lida com a perda de um jeito. Silvia Arruda Xavier, 62 , tem uma maneira particular de matar a saudade de Paulinha, que tinha 23 anos à época do acidente. Além das fotos e vídeos com a voz da filha e do namorado Lucas Matedi, Silvia observa mães e filhas passeando no shopping. “É muita vontade de estar com a filha, eu me pego imaginando o que essa mãe tá sentindo junto com a filha, que é o que eu mais queria”, desabafa.

Archelau e Silvia Xavier encontraram o cartão de memória da máquina fotógrafica com os registros da última viagem da filha Paula.
Caminhos da Reportagem: voo, por Divulgação

O empresário Roberto Silva, pai da comissária Madalena Silva, costuma ir às terças-feiras ao aeroporto de Congonhas para tentar ver no gesto ou rosto de uma comissária a filha de 20 anos. Roberto e a mulher hoje se queixam do descaso em que se encontra o Memorial 17 de julho, que ele e as famílias das vítimas ajudaram a construir.

Especialistas apontam vários fatores para a tragédia: uma pista sem ranhuras e, por isso mesmo, escorregadia pelas intensas chuvas, a falta de um computador a bordo para indicar a posição dos manetes, um reversor do motor direito quebrado, a pressão do “Apagão Aéreo” e da quantidade dos pilotos desempregados numa época de companhias falidas. Dez anos se passaram, ninguém foi responsabilizado. 

Dario Scott, pai de Thaís: “O que mais me deixa angustiado como pai é que fui eu que coloquei minha filha naquele voo.”
Dario Scott, pai de Thaís: “O que mais me deixa angustiado como pai é que fui eu que coloquei minha filha naquele voo.” - Divulgação

Ficha técnica

Reportagem: Elaine Cruz
Produção: Aline Beckstein, Paula Abritta, Thaís Rosa, Henrique Cruz (estagiário) Caio Araújo (apoio à produção)
Imagens: Alexandre Nascimento, Jefferson Pastori, João Marcos Barboza, Milene Nunes
Auxílio técnico: Caio Araújo,  Leandro de Oliveira, Rafael de Carvalho, Wladimir Ortega
Edição de imagens: Maikon Matuyama e Rodger Kenzo
Finalização: Rodger Kenzo
Roteiro e direção: Bianca Vasconcellos
 

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