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Quarta idade: a vida depois dos 80

Equipe investiga fatores que levam à longevidade com qualidade de vida

Caminhos da Reportagem

No AR em 07/05/2019 - 22:30

Quarta idade. Essa é a classificação etária de quem passou dos 80 anos, um número cada vez maior de pessoas. Pesquisas recentes mostram que já existem 125 milhões de homens e mulheres, em todo o mundo, que ultrapassaram as oito décadas de vida. No Brasil, é a parcela da população que mais cresce. Projeções mostram que, em 2039, teremos mais idosos do que crianças em nosso país. E em 2060, a proporção será de um idoso para cada quatro brasileiros.

 “A tecnologia permitiu, através do saneamento, da água potável, dos antibióticos, da medicina, controlar a morte precoce. Temos todos os métodos para fazer um diagnóstico precoce das doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes. Por outro lado, agora temos tratamentos mais eficazes para essas doenças, que não se pode curar, mas que a gente pode controlar”, explica Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional da Longevidade.

O Caminhos da Reportagem conta a história dessas pessoas e mostra o que elas estão fazendo para ter uma velhice segura, com qualidade de vida e saúde. “O meu sonho é chegar aos 120 anos. Em pé, né, e com a cabeça boa”, sonha, entre sorrisos, Lásaro Antonio de Macedo, de 90 anos. Para alcançar a meta, recorreu ao pilates e não deixa de tomar os medicamentos. Na última consulta foi elogiado pela cardiologista. 

Maria Batista, de 85 anos, não se descuida da saúde
Maria Batista, de 85 anos, não se descuida da saúde - Divulgação/TV Brasil

Outra que não se descuida da saúde é Maria Batista, de 85 anos. Com a viuvez, foi morar com uma neta. Não se fez de rogada e chegou com a cartilha dos direitos dos idosos. Para ela, que depende do Sistema Único de Saúde e recebe atendimento pelo Programa Saúde da Família, a convivência fica melhor se todos se respeitarem. “Vocês respeitando os meus direitos, eu respeitando os seus, a gente vai longe. É isso aí que a gente tem que fazer para viver em paz e harmonia com todo mundo”, ela fala para a neta.

Nossa equipe também conversou com a atriz Ruth de Souza, primeira mulher negra a pisar no palco do elitizado Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Às vésperas de completar 98 anos, Ruth nem pensa em parar de trabalhar. “O meu trabalho é uma espécie de terapia”, conta. A arte também tem auxiliado Helio Haus a chegar aos 80. Ele começou a dançar balé há cinco anos e todo dia é um novo desafio. “Se eu não tivesse me levantado e dito ‘vai cuidar da tua vida e vai ser ao teu modo’, eu já estaria morto”, afirma, categórico.

O programa ainda presta uma homenagem a Gervásio Batista, o fotógrafo dos presidentes, que nos deixou no começo de abril. Gervásio, que estava com 95 anos, sofria de Mal de Alzheimer e deixou um legado de registros históricos e icônicos. 

Depois de se aposentar, Hélio decidiu aprender balé
Depois de se aposentar, Hélio decidiu aprender balé - Divulgação/TV Brasil

Ficha técnica

Reportagem: Gracielly Bittencourt
Produção: Pollyane Marques
Apoio a produção: Renata Cabral, Marcelo Castilho, Tatiane Costa, Luanda Belo e Ana Lúcia Maciel
Imagens: Rogerio Verçoza e  Sigmar Gonçalves
Apoio às imagens: Jorge Brum, Manoel Lenaldo, Gílson Machado e Gleyson Paiva
Auxílio técnico: Alexandre Souza
Apoio auxílio técnico: Dailton Matos, Felipe Messina e Fernando Santos
Edição de texto: Francislene de Paula
Edição de imagens e finalização: André Eustáquio e Jerson Portela

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Criado em 03/05/2019 - 14:55

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