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50 anos do golpe militar – censura

Caminhos da Reportagem discute a censura no cinema, no teatro, na

Caminhos da Reportagem

No AR em 28/03/2014 - 01:00

Ferreira GullarCarlos LyraNo início da década de 1960, o Brasil passava por um momento de grande efervescência artística e intelectual. A nação discutia e propunha soluções para os problemas que afligiam o país. Produzia-se uma arte engajada, com pretensões de mudar a realidade social. É nesse período que surgem nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso na música; Glauber Rocha e Cacá Diegues no cinema;  José Celso Martinez, Marieta Severo e Augusto Boal no teatro, Cacá Dieguesentre muitos outros.

Nas palavras do cineasta Cacá Diegues, “Nós estávamos todos completamente contagiados com a ideia otimista do Brasil, que o Brasil ia ser um grande país”. Mas a história tomou outro rumo e este processo foi interrompido com o golpe militar de 1964. No começo, a ditadura usou as leis previstas na Constituição para conter ideias contrárias ao regime. Mas, a partir de 1968, com o Ato Institucional-5, a censura tornou-se instrumento de repressão política, perseguindo os que não se calavam.

Para o jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, “o golpe foi a grande castração de uma geração inteira.” Por mais de 20 anos, a ditadura atormentou e tirou a liberdade de expressão de toda a nação. Foi somente a partir de 1978, com o fim do AI-5, que a censura começou a abrandar, tendo seu fim com a promulgação da Constituição de 1988.
Ignacio de Loyola Brandão

Direção: Rafael Casé
Reportagem: Vera Barroso
Edição de Texto: Luciana Góes
Assistente de edição: Carolina Pessôa
Edição de Imagens: Ubirajara Abreu
Edição de Imagens, de som e finalização: Fábio Melo
Produção Executiva: Linei lopes
Imagens: André Rodrigo Pacheco, Marcelo Padovan e Rodolpho Rodrigues
Auxiliar técnico: Alexandre Santos Souza, Marcelo Moraes e Robson Freire
 




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