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Futebol Feminino, uma história invisível

Os primeiros times não têm registro e os atuais são ignorados por boa

Caminhos da Reportagem

No AR em 07/08/2015 - 01:00


Quando a falta de apoio não está em casa, a garota que joga futebol no Brasil enfrenta piadas na escola e nos campos, onde só os meninos dominam a bola. Escolinhas de futebol para meninas não existem. Os salários, a divulgação, a cobertura da mídia, estão longe da realidade dos craques brasileiros. A maioria das atletas do futebol feminino se vê obrigada a dividir a dedicação ao time com outro trabalho para se manter.

O Caminhos da Reportagem entrevistou as recordistas Marta e Formiga, o presidente da CBF Marco Aurélio Cunha, entrou no alojamento do time de São José dos Campos (SP).

Em Minas Gerais, a equipe do programa conheceu as jogadoras do time de Araguari, que em 1959 – 10 meses depois jogar pelo país com pompa e circunstância –, foram proibidas de seguir na carreira, devido a uma lei dos anos 40 imposta no governo de Getúlio Vargas. “Eu me sentia ultrajada toda vez que recebia 'não' do então presidente da CBD, João Havelange, para apitar um jogo”, relata Lea Campos, a primeira árbitra de futebol do Brasil e do mundo.

Ainda hoje, ultrajes não faltam na carreira de jogadoras que tentam deixar invisibilidade no campo, quase sempre sintético, onde a bola não rola do mesmo jeito que nos gramados naturais dos times masculinos.

 



Roteiro e direção: Bianca Vasconcellos
Reportagem: Aline Beckstein e Eduardo Goulart de Andrade
Produção: Aline Beckstein, Luana Ibelli e Thaís Rosa
Estagiárias de produção: Monique Amorim e Pamela Santos
Imagem: João Marcos Barbosa e Milene Nunes
Auxílio técnico: Eduardo Domingues, Ivan Meira, Maurício Aurélio, Rafael Carvalho
Edição de imagens: Jéssica Saccól e Rodger Kenzo
Apoio produção e imagens: Aline Moraes (SP), Raul Cordeiro (SP), Eduardo Viné (SP), Iara Falcão (Canadá), Sigmar Gonçalves (BSB), Edivan Viana (BSB), Paula Abritta (BSB).


 




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