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Previdência em questão

Caminhos da Reportagem explica o que é a Previdência no Brasil e seus

Caminhos da Reportagem

No AR em 01/12/2016 - 22:30

Pessoas aguardam na fila do INSSMais de 33 milhões de pessoas recebem algum benefício da Previdência Social. Os recursos distribuídos sustentam a velhice dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo e movimentam a economia de muitos municípios. No entanto, a existência de um déficit e o envelhecimento da população aparecem como as principais justificativas para a realização de uma reforma no sistema previdenciário no Brasil. Junto com as reformas tributária e política, ela é apontada como uma das mais importantes mudanças a serem feitas no país. Governo e alguns estudiosos do tema afirmam que sem realizar as alterações não é possível manter a sustentabilidade do sistema. “Os déficits existem e precisam ser corrigidos. Isso só numa reforma mais profunda é possível ser feito”, afirma o professor de administração pública da Universidade de Brasília, José Matias Pereira.

Seu Morais dança com parceira

A existência do chamado rombo da previdência, porém, não é consenso entre os especialistas. A professora de economia da UFRJ, Denise Gentil, acredita que práticas como a desvinculação de receitas da União, que permite a alocação de recursos da seguridade social no orçamento geral, e as desonerações concedidas a determinados setores, comprovam que o sistema não é deficitário. “A arrecadação do sistema de seguridade social é muito superior aos gastos com esses benefícios”, defende.

A equipe do programa foi até Formosa, em Goiás, para mostrar a importância da renda dos aposentados, que em 70% dos municípios brasileiros é maior do que o repasse recebido pelas prefeituras. E ainda conversou com aposentados e com pessoas que contribuem, de forma autônoma, com o INSS. Correspondentes na França, Alemanha, Estados Unidos e Argentina também mostram como estes países estão lidando com as questões do envelhecimento populacional e o alto desemprego e a consequente queda na arrecadação.

Atendentes da Confraria Dona Luiza no Distrito Federal

O programa ainda discute como os brasileiros e brasileiras se preparam para a aposentadoria. Muitos continuam a trabalhar para complementar a renda, como o Seu Morais, que, aos 70 anos, afirma ter “uma cabeça de um jovem de 20 anos, pela vivência, pelo dia a dia da vida”. E também as vovós da Confraria Dona Luiza, um restaurante do Distrito Federal que abriu as portas para atendentes entre 60 e 80 anos. Já a química Ana Elisa afirma que, aos 32 anos, está preocupada com a vida financeira no futuro e aderiu à previdência privada. “A velhice não é um peso, é uma fase da vida, uma conquista da humanidade. Então, é preciso que a gente pactue as melhores condições pra essa fase da vida”, afirma o gerontólogo Vicente Faleiros.
 




Reportagem: Flavia Peixoto
Imagens: Rogerio Verçoza
Auxiliar técnico: Dailton Matos e Edivan Viana
Produção: Gracielly Bittencourt e Pollyane Marques
Apoio à produção: Thais Araujo (RJ)
Apoio às imagens: André Pacheco (DF), Sigmar Gonçalves (DF), Eduardo Guimarães (RJ) e Rogério Honório (TV UFG - GO)
Apoio auxíliar técnico: Alexandre Souza (DF) e Cláudio Henrique Tavares (RJ)
Correspondentes internacionais: Giselle Garcia (França), Leandra Felipe (EUA), Aline Moraes (Alemanha) e Monica Yanakiew (Argentina)
Edição de texto: Francislene de Paula
Edição de imagem: André Eustáquio e Márcio Stuckert
Arte: Julia Costa e Antonio Trindade

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