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As multifaces de Selton Mello

Ator, dublador, produtor, diretor, o artista nunca para de surpreender

Conversa com Roseann Kennedy

No AR em 31/07/2017 - 21:30

Ator, dublador, produtor, diretor. Selton Mello nunca para de surpreender o público e os fãs pelos trabalhos que realiza. Depois de interpretar personagens memoráveis, como o Chicó de “O auto da compadecida”, e conseguir sucesso de público e crítica com o filme “O Palhaço”, ele lança nacionalmente no dia 3 de agosto “O Filme da Minha Vida”. A obra é uma adaptação do livro “Um pai de cinema”, do escritor chileno Antonio Skármeta, que também é autor de “O Carteiro e o Poeta”.

Além de Selton, que dirige e protagoniza a obra, o elenco conta com o ator francês Vincent Cassel, Bruna Linzmeyer, Marta Nowill, Rolando Boldrin, Erika Januza, Ondina Clais, Beatriz Arantes e João Prates.

“Gosto da ideia de fazer algo que seja uma representação emocional da realidade, uma realidade inventada”, diz Selton Mello
“Gosto da ideia de fazer algo que seja uma representação emocional da realidade, uma realidade inventada”, diz Selton Mello - Divulgação

Como artista, acredita que através da arte e da poesia ele leva as pessoas para resolverem os seus problemas. “O filme é para ser compreendido pelo coração. Pela via afetiva. É a via que mais me interessa. É por isso que esse filme tem chegado no coração do espectador”.

Meticuloso, ele fala com orgulho sobre o seu novo trabalho: “É um filme doce, um filme terno, um filme cheio de lirismo, um filme que faz bem. Um filme que te devolve melhorado na saída do cinema. Em tempos tão estranhos que a gente vive, não só no país, no mundo todo, esse filme é um bálsamo. É uma flor que brota no asfalto”. E completa: “Me agrada a ideia de fazer algo que não seja um retrato, um raio-x cru da realidade. Isso já tem no dia a dia. Eu gosto da ideia de fazer algo que seja uma representação emocional da realidade, uma realidade inventada”.

Selton também revela que o filme faz uma singela homenagem à sua família. “O meu núcleo familiar é muito forte. Eu fui criado dentro de um ambiente muito afetivo, de muito respeito e carinho... Na verdade, tudo na minha vida eu dedico aos meus pais e no filme eu quis deixar isso muito claro, cravando isso na tela, como se fosse uma tatuagem”.

Ator desde os oito anos de idade, ele diz que atuar é a coisa mais fácil que existe e que faz isso de forma leve e intuitiva. Diz que aprendeu desde menino a coisa mais importante da profissão de ator. “Atuar é brincar. Atuar é fingir que você é alguém”. Para ele, não há preferência entre o ofício de atuar e dirigir. Revela que se sente à vontade realizando as duas atividades. “Tudo me alimenta, tudo me enriquece, me dá forças para seguir adiante”.

Roseann Kennedy entrevista Selton Mello
Roseann Kennedy entrevista Selton Mello - Divulgação

Talentoso e multifacetado, Selton admite que está galgando um lugar de reconhecimento na arte nacional. “A minha trajetória me colocou ali num lugar da história do cinema brasileiro. Como muitos outros que vieram antes de mim. Hugo Carvana, Paulo José, José Lewgoy, Oscarito, Grande Otelo... Eu, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Irandhir Santos, Júlio Andrade somos de uma geração que provavelmente será reverenciada mais adiante e respeitada pela obra que deixou. Isso é bonito de ver. ”

E por fim, ao falar da energia despendida para os inúmeros projetos que realiza, em tom de brincadeira ele filosofa: “Eu sou novo, mas tenho alma velha. Eu tenho 44 anos, mas um espírito de 75”. Ao ser perguntado por que, ele arremata uma resposta buscando inspiração em um dos seus personagens mais memoráveis da TV e do cinema: “Não sei. Só sei que foi assim”.

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