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Diálogo Brasil discute a crescente violência contra pessoas trans

O que faz do Brasil o que mais mata travestis e transexuais no mundo?

Diálogo Brasil

No AR em 26/06/2017 - 22:00

O que faz do Brasil o país que mais mata travestis e transexuais no mundo? Preconceito? Falta de informação? Transfobia? A violência cresce a cada dia. Até maio deste ano, a Rede Trans, ONG que acompanha de perto estes casos, já tinha registrado 65 assassinatos, quase todos com marcas de crueldade. E, pelas projeções da organização, o número de mortes em 2017 deve ultrapassar as 140 registradas em 2016. 

Para comemorar o Dia Internacional do Orgulho LGBT e para debater as políticas públicas de proteção à comunidade trans, a necessidade de apoio psicológico e psiquiátrico, questões de segurança, saúde e visibilidade trans, o Diálogo Brasil convida a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT do Ministério dos Direitos Humanos, Marina Reidel, e o psiquiatra e professor da Universidade de Brasília Gabriel Graça.

Bandeira do Orgulho Trans
Bandeira do Orgulho Trans - Creative Commons

Gabriel Graça, que também é um homem trans, afirma que a maioria dos crimes de ódio e preconceito contra essa população vem da dificuldade que a nossa sociedade tem de lidar com o que é diferente. “Você junta essa dificuldade de acolher o diferente com reações psicopatas, sociopatas e você tem, infelizmente, esse resultado que se está vendo aí: o assassinato brutal de pessoas que simplesmente 'cometeram o crime' de serem diferentes da maioria das pessoas”, conclui o professor. 

Outro fator gerador de violência é a dificuldade de acesso à educação e ao mercado de trabalho, que acaba arrastando essa população para a prostituição. Para Marina Ridel, falta abertura para a inclusão. “Você pode até ter um currículo excelente, mas são vários acessos que são negados o tempo inteiro. E é obvio que o único destino que, culturalmente, foi dito para a travesti é ir para a esquina porque é lá que ela vai fazer a sua vida”, afirma a coordenadora-geral. 

Visibilidade trans no Diálogo Brasil
Visibilidade trans no Diálogo Brasil - Divulgação

Também participam do programa com depoimentos, a estudante e blogueira Rosa Luz; a presidente da Rede Trans, Tathiane Araujo; o juiz do TJRJ André Luiz Nicolitt; a diretora de combate às opressões da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Adam Ferreira; o psicólogo e escritor João W. Nery; a representante da comissão da diversidade sexual da OAB, Márcia Rocha; a delegada Laura De Castro, e a atriz Maria Clara Spinelli. 

O Diálogo Brasil vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, na TV Brasil.

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