Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Especialistas debatem as fake news nas redes sociais

Campanhas difamatórias circulam na internet

Diálogo Brasil

No AR em 26/03/2018 - 22:15

O Diálogo Brasil desta segunda-feira debate as fake news, notícias falsas como as da campanha difamatória que tomou as redes sociais depois da morte da vereadora carioca Marielle Franco (Psol). Ela foi assassinada no último dia 14, no centro do Rio de Janeiro, numa ação que também tirou a vida do seu motorista, Anderson Pedro Gomes, e deixou ferida sua assessora. Ainda em meio à comoção provocada pelo crime, mentiras passaram a ser repetidamente divulgadas contra a política e militante de movimentos sociais. Entre as tentativas de criminalizar a vítima, inventou-se, inclusive, que ela teria sido casada com o traficante Marcinho VP e eleita com o apoio do Comando Vermelho.

Estevão Damázio recebe Rafiza Varão e Paulo Rená no Diálogo Brasil
Estevão Damázio recebe Rafiza Varão e Paulo Rená no Diálogo Brasil - Divulgação/TV Brasil

No programa desta noite, na TV Brasil, a doutora em comunicação e professora da Universidade de Brasília (UnB) Rafiza Varão observa que parte do dano causado pela divulgação de notícias falsas é irreparável. O professor de direito do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) Paulo Rená, que também é do Instituto Beta para Internet e Democracia e ajudou a formular o Marco Civil da Internet, concorda. Para ele, indenizações são cabíveis, mas “o problema vai além do que uma sentença possa resolver”. Mesmo assim, ambos incentivam a busca da justiça pelas vítimas de fake news e defendem que não basta apenas remover as notícias falsas, sendo importante fazer circular de forma igualmente ampla as informações verídicas.

Rafiza Varão e Paulo Rená avaliam que nem sempre a divulgação de notícias falsas é criminosa. A professora afirma, contudo, que, tipificado o crime, o autor tem que ser punido, sem que isso signifique restrição à liberdade de expressão. Tentar impedir a propagação de notícias falsas, entendem os dois, pode representar risco à democracia, com ameaça de censura. Para Paulo, as escolas deveriam abrir espaço ao debate sobre ética na internet. Ele alerta para a necessidade de os usuários terem uma visão crítica sobre o que leem.

O programa, que vai ao ar às 22h15, é apresentado pelo jornalista Estevão Damázio e conta, ainda, com a participação, por meio de vídeo, da especialista em mídias sociais e professora de MBA Norma da Matta; da coordenadora do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), Renata Mielli; e do professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Sérgio Amadeu.

Ultimas

O que vem por aí