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Diálogo Brasil avalia a radicalização política

Programa analisa o clima de tensão no país a seis meses da eleição

Diálogo Brasil

No AR em 09/04/2018 - 22:15

A radicalização política no país é o tema do Diálogo Brasil desta segunda-feira, que reúne o advogado, jurista e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e o professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) e PhD em relações internacionais Ricardo Caldas. Para o professor, “a radicalização do discurso é inevitável; a política vive da radicalização”. Já o ex-ministro alerta que “a intolerância existe”, mas não pode jamais “partir para a violência”.

Maranhão Viegas apresenta o Diálogo Brasil sobre radicalização política
Maranhão Viegas apresenta o Diálogo Brasil sobre radicalização política - Divulgação/TV Brasil

Ricardo Caldas lembra que o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, anunciou a disposição de submeter ao plenário da Corte máxima de Justiça do país o pedido de liminar apresentado pelo Partido Ecológico Nacional (PEN) pela suspensão das prisões de condenados em segunda instância. Na opinião do professor, “é botar mais lenha na fogueira”. Ele avalia, contudo, que a tensão vai subir, uma vez que o próprio STF está dividido, mas que, ao final, prevalecerá a serenidade.

Para Henrique Neves, o próprio placar (6x5) na rejeição do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendia o direito de recorrer em liberdade contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão, mostra que o Supremo “está desempenhando o papel (que cabe à Corte)”. O ex-ministro do TSE diz que “os votos são contraditórios” porque cada ministro tem seu ponto de vista, mas são bem fundamentados. “Se há problema, a eleição é o momento de resolver”, opina.

 O Diálogo Brasil vai ao ar, pela TV Brasil, toda segunda-feira, às 22h15. Apresentado pelo jornalista Maranhão Viegas, o episódio de hoje inclui um vídeo com alerta da atriz Maitê Proença sobre os riscos da radicalização, além de reproduzir trecho do discurso em que a presidente do STF, ministra Cármem Lúcia, pede “serenidade”.

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