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Dublagem é o tema do Mídia em Foco

Branca de Neve, da Disney, foi o primeiro filme dublado no Brasil

Inventada no rastro do cinema sonoro, a dublagem é um recurso quase sempre utilizado para trocar uma língua por outra em uma produção audiovisual. Mas há também dublagens no mesmo idioma principalmente em comerciais, animações e musicais. Dublagem é o tema do programa Mídia em Foco, que vai ao ar na segunda-feira, dia 14, às 22h45, na TV Brasil. 

A palavra dublagem vem do francês doublage e significa ação de dobrar.  O primeiro filme a utilizar um sistema de sonorização que permitia substituir as vozes originais por outras gravadas em estúdio foi The Flyer, de Edwin Hopkins e Jacob Karol,  em 1928. 

No Brasil, a técnica foi usada pela primeira vez na dublagem do filme Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney, lançado em 1937 e dublado no ano seguinte. A adaptação das canções para o português foi feita pelo compositor Braguinha e a voz da Branca de Neve ficou a cargo de Dalva de Oliveira, a “rainha do rádio”. Na época, os atores tinham de gravar todos juntos no estúdio, olhando para a tela sem a ajuda do som. 

Na televisão brasileira, o primeiro programa estrangeiro exibido em português foi a série norte-americana Ford na TV, em 1958. Anos antes, Herbert Richers havia criado um dos primeiros estúdios de dublagem 100% nacional. No início da década de 60, um decreto do então presidente Jânio Quadros determinou que todos os filmes transmitidos pela TV deveriam ser dublados. A medida impulsionou o surgimento de vários estúdios no Brasil. 

Ao longo dos anos, a concorrência com empresas menores e que cobravam mais barato foi um dos motivos que causou a derrocada de grandes estúdios de dublagem,  como Herbert Richers e Álamo. Na década de 90, o setor ganha novo gás com a invasão de astros de Hollywood na dublagem de produções animadas. O exemplo mais impressionante é Formiguinhaz, de 1994, que contou com as vozes de Woody Allen, Sharon Stone, Sylvester Stallone, Danny Glover, Dan Aykroyd e Anne Bancroft. 

A partir dos anos 2000,  a expansão da TV por assinatura, a chegada do vídeo sob demanda e o aumento do consumo de animações e games aqueceram o mercado de dublagem no Brasil. Hoje, dezenas de estúdios, principalmente do Rio e São Paulo, disputam o mercado.

Para falar sobre dublagem, o programa Mídia em Foco ouviu três especialistas sobre o assunto: o ator e produtor Herbert Richers Júnior, a diretora da Dubrasil - Central de dublagem, Zodja Pereira, e o ator e jornalista Marco Antônio Abreu. 

“Você tem que respeitar a criação que tá lá. Então, na verdade, o dublador é a marionete ao contrário. Você tem que se deixar vestir pelo ator que você tá dublando”, diz Herbert Richers Júnior.  

Para Zodja Pereira, um filme “não foi feito para ser lido”. “Filme foi feito para ser assistido! Cada vez que eu baixo os olhos para ler uma legenda eu perco uma coisa importante do rosto do ator”, afirma a diretora da Dubrasil. 

Marco Antônio Abreu observa que “um bom ator não será necessariamente um bom dublador”. “Agora pra ser um bom dublador necessariamente você tem que ser um bom ator. Não basta ter uma voz bonita. Você tem que ter aquilo que o artista traz. A verdade. Aquela coisa que sai dali de dentro.” 

Serviço
Mídia em Foco - segunda-feira, dia 14, às 22h45, na TV Brasil 

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6818

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