TV Brasil, MINC e Cinemateca Brasileira lançam séries do FICTV

Evento, que aconteceu em São Paulo, contou com a presença de autoridades, produtores, cineastas e artistas

As três minisséries Natália, Brilhante F.C e Vida de Estagiário, voltadas para o público jovem, foram lançadas na quarta-feira (30) em concorrida solenidade na Cinemateca Brasileira em São Paulo. Com a participação de produtores, autoridades, artistas e cineastas, o evento exibiu trechos das séries que, a partir de maio, estarão na TV Brasil. Comédia, drama, emoção e conflitos são elementos das produções que em 13 episódios levam para a tela da TV histórias e descobertas típicas da juventude sem esteriótipos.

As produções são vencedoras do edital do projeto FICTV/Mais Cultura, uma realização do Ministério da Cultura (Minc), da TV Brasil e da Sociedade dos Amigos da Cinemateca, lançado em dezembro de 2008. O concurso recebeu 225 projetos de todo o Brasil e durou 30 meses para consolidar todo o processo, que contou com pesquisas, oficinas e consultorias de especialistas em roteiro e produtores renomados. Após as inscrições, uma comissão de seleção escolheu oito projetos que receberam R$ 250 mil para a produção de um piloto. Estes foram exibidos pela TV Brasil entre 2008 e 2009.

"O programa é um ato revolucionário na produção audiovisual do país", afirmou a secretária de Audiovisual do Minc. Ana Paula Santana, que representou a ministra Ana de Hollanda. "O Estado cumpriu seu papel de introduzir novos processos criativos", emendou. O coordenador do projeto, Mário Borgneth, ressaltou a inovação do projeto, sua complexa produção e a o fato de atender as classes C, D e E da sociedade. As minisséries inauguram a dramaturgia na televisão pública e se enquadra nos objetivos de mostrar a diversidade cultural e regional do país.

"Chegamos ao final do FICTV com a certeza da missão cumprida. Temos três minisséries de qualidade feitas por produtores independentes que refletem os desafios cotidianos da juventude de baixa renda do país. Agora a bola é da TV Brasil", resumiu Borgneth.

A presidente da Sociedade dos Amigos da Cinemateca, Dora Mourão, destacou a parceria feita com a produção independente. Outro presente, Gabriel Priolli, foi o responsável pela edição do livro lançado na cerimônia, FICTV/Mais Cultura teledramaturgia para a juventude C, D e E. "Aqui a produção independente é a protagonista", disse, acrescentando que o programa revela o papel do Estado e da TV pública na produção de conteúdos.

A diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel, destacou o esforço coletivo da tevê pública. "Este é um exemplo básico de resultados positivos quando a TV Pública consegue se associar a estas instituições tão positivas que estão procurando expressar o Brasil", completou, enfatizando o papel importante do MINC, sobretudo da ex-secretária Silvana Meirelles, e da Cinemateca Brasileira. Além da TV Brasil, as minisséries serão exibidas também nas emissoras educativas que compõem a rede pública.

Ao mesmo tempo em que trazem para a tela a realidade não retratada em emissoras comerciais e revela novos artistas e diretores, o FICTV movimentou a economia dos locais aonde foram produzidos. Brilhante F.C, filmado na cidade mineira de Santa Rita do Sapucaí, de 37 mil habitantes, abriu mercados e gerou empregos. Segundo o presidente da Mixer Produções, João Daniel, foi um projeto muito gratificante. "Movimentamos a economia local e recrutamos profissionais da cidade para todo o tipo de atividade desde serviços de restaurante à lavanderia".

Os diretores e os principais atores das minisséries subiram ao palco para agradecer o apoio institucional e financeiro do programa, bem como o processo de criação, realizado com aconselhamento técnico e estético de profissionais. A equipe de Vida de Estagiário, o diretor Vitor Brandt e o codiretor Pedro Arantes também destacaram a importância do projeto para a produção independente. O diretor de Natália, André Pellenz, e a protagonista, Aisha Jambo reforçaram os elogios. André ainda relembrou a liberdade concedida pela Academia de Filmes na autoria do trabalho, escrito em parceria com Patricia Corso.

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