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Primeiro capítulo

O rei D. Carlos escolhe Luís Bernardo para governar São Tomé

Equador

No AR em 29/10/2013 - 01:30

Durante sua caçada, o Rei é informado do nome de Luis Bernardo

O ano era 1905. O rei D. Carlos, acompanhado pela sua corte, vai ao Alentejo, mais precisamente à Vila Viçosa, para caçar perdizes.


Entre os participantes, o Conde de Sabugosa e o Conde de Jiménez y Molina, que comentam os recentes ataques à monarquia e à Casa Real. Na conversa, a falta de apoio do governo na questão Ultramarina, a instigação do povo, pelo Partido Republicano, contra o Rei. D. Carlos desabafa com os amigos e lamenta a ausência do seu filho, o Príncipe D. Luís Filipe, que ficou retido em Lisboa por conta da cerimônia na Academia Militar


José da Matta, secretário do Conde de Arnoso, chega a cavalo para se apresentar ao rei. Os motivos que o traz à Vila Viçosa obrigam D. Carlos a se retirar do almoço com os amigos.


No interior do palácio, o Conde de Arnoso, secretário pessoal do Rei, o aguarda. Ele quer lhe dar a solução para os problemas em S. Tomé. Luís Bernardo Valença é o nome sugerido para servir o Rei e a Pátria. Apesar dos argumentos e provas de que Valença está bem informado sobre o assunto, D. Carlos não parece muito convencido com a escolha do seu secretário. Assim, pede-lhe que o investigue no maior sigilo e que lhe descreva o perfil completo de Luís Bernardo.


Já em Lisboa, o jovem galã Luís Bernardo Valença anda tranquilamente pelas ruas do Chiado. Depois de tratar dos seus afazeres nos escritórios da Companhia Insular de Navegação, vai almoçar no Grêmio Literário com os amigos. Fonseca, o seu secretário, informa-o de que um antigo colega de Coimbra passou ali para almoçarem juntos.


No Grêmio, e já na companhia dos seus amigos João Forjaz, Filipe Martins e Mateus Resende, Luís Bernardo conversa sobre as suas conquistas e questões políticas. Assim que termina a refeição, João lembra Luís Bernardo que, à noite, irão à ópera. E no dia seguinte, passarão as férias na Ericeira.


Em outro local, encontra-se Matilde Albuquerque, prima de João Forjaz, que conversa com o seu marido, Frederico Albuquerque, sobre as férias na Ericeira. Desapontada pelo fato de o marido não poder acompanhá-la, por causa de negócios, Matilde se ocupa ajudando Marta Trebouce com o enxoval e os preparativos para a festa de casamento com Antero Albuquerque, primo de Frederico.


Apesar da euforia e agitação familiar, percebe-se que Antero está nervoso com a aproximação do grande dia. Ao ver o primo sair da quinta, Frederico ouve-o desabafar sobre a angústia de permanecer virgem até ao casamento. Compreendendo a aflição do primo, Frederico entrega-lhe o endereço do bordel de Maria dos Prazeres e lhe assegura que ela vai resolver o seu problema.


O Bordel



Mais uma noite acontece no bordel de Maria dos Prazeres, um dos locais mais frequentado por Luís Bernardo e pelo seu amigo João. No ambiente boêmio, onde as prostitutas circulam pomposamente pelo salão, encontram-se senhores de bem. Entre eles, Valle Flôr, dono de uma das fazendas de São Tomé. Ao cruzar com Luís Bernardo, ele aproveita para provocá-lo pela ousadia de publicar um artigo polêmico sobre o Ultramar.


O dia amanhece com Luís Bernardo chegando à Ericeira. Enquanto aguarda no lobby do hotel para preencher a sua ficha de hóspede, ouve as contestações de Mimi Vilanova, figura emblemática, porta-estandarte da moral e dos bons costumes da alta sociedade lisboeta. A atenção de Luís Bernardo é desviada do ambiente envolvente para a chegada de duas crianças, Carlota e Artur, seguidos pela ama, Alice, e de Matilde e Marta, que se dirigem à recepção. Luís Bernardo e Matilde trocam olhares.


Mais tarde, João encontra Luís Bernardo na varanda do hotel e o convida para jantar com ele e as primas Matilde e Marta. Nesse instante, Matilde aparece junto deles e, depois de apresentá-los, João os deixa a sós, alertando a prima para o fato de o amigo ser uma companhia pouco recomendável


Enquanto Luís Bernardo, Matilde, Marta e João jantam, o ambiente entre eles é agradável. O interesse de Luís Bernardo pela prima de João Forjaz se intensifica.


Na manhã seguinte, Maria dos Prazeres recebe Imaculada, uma nova moça em seu bordel, vinda da província. Ao ver que ela está assustada e pouco à vontade no lugar, Maria dos Prazeres tem conversa preparatória com ela: a consciência da grande oportunidade que a vida pode proporcionar.


Pilar, uma das prostitutas do bordel, encarrega-se de levar Imaculada para o seu novo quarto. Ela não esconde sua irritação com a conversa de Maria dos Prazeres e, então, mostra a Imaculada uma versão amarga da vida que a espera. Uma vez no bordel, no bordel para sempre.


Entretanto, em Vila Viçosa, o Conde de Arnoso tenta apressar o Rei na sua decisão, uma vez que o governador escolhido tem de chegar a S. Tomé antes do embaixador inglês, que será enviado para fiscalizar as fazendas portuguesas. Assim, D. Carlos analisa as informações que o secretário recolheu sobre Luís Bernardo Valença.


Luís Bernardo confidencia a João que não consegue deixar de pensar em Matilde. Mas o amigo o repreende e pede que ele não se envolva com a prima, pois, além de ser casada, ela seria apenas mais uma das suas conquistas.


O casal David e Ann



Simultaneamente, na Índia, mais propriamente na cidade Goalpar, Ann Rhys-More mostra o templo hindu aos pais, Mr. Rhys-More e Mrs. Rhys-More. Ann vive um casamento feliz de sete anos com David Jameson. No entanto, a partir do momento em que descobrem a impossibilidade de terem filhos, pois David é estéril, tudo muda. O maior desejo







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