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Ex-marido de Dilma prevê resistência ao impeachment

Para Carlos Araújo, presidenta “vai usar todos os recursos” contra o

Espaço Público

No AR em 04/05/2016 - 02:00

O advogado e ex-marido da presidente Dilma, Carlos AraújoO advogado gaúcho Carlos Araújo está convencido de que a presidenta Dilma Rousseff - de quem foi parceiro na luta contra a ditadura e com quem teve um relacionamento de 25 anos que rendeu uma filha e dois netos - , “vai usar todos os recursos para se opor ao golpe”. Ele também prevê o crescimento da reação popular a partir do momento em que o vice-presidente Michel Temer assumir interinamente e começar a adotar medidas impopulares, em especial as que visam tirar direitos trabalhistas e impor idade mínima para a aposentadoria.

Em entrevista ao programa “Espaço Público”, da TV Brasil, Araújo avalia que “o conformismo” com relação “ao golpe” tende a desaparecer. “Se não fosse 2018, não tinha impeachment, não tinha nada”. Para ele, “se Lula morresse hoje, se houvesse essa desgraça, não haveria impeachment”. O advogado insiste que “a questão por trás de tudo” é “impedir a eleição de Lula em 2018”. Afirma, ainda, que o capitalismo “entrou no seu crepúsculo” e que, como em toda sociedade que se aproxima do fim, mesmo que possa durar mais 500 anos, “os primeiros valores que desaparecem são os éticos”.

-– No governo Lula e no primeiro governo Dilma – acrescentou -, as elites brasileiras, de modo geral, foram muito beneficiadas, ganharam muito dinheiro. Mas os trabalhadores também, o povo, também. A classe média alta ficou de fora. Não foi beneficiada nem prejudicada. Mas se sentiu prejudicada ideologicamente, por vários fatores. Digo dois principais: ela se julgava dona dos aeroportos e dona das universidades.

Apresentado pelo jornalista Paulo Moreira Lima, com a participação de Florestan Fernandes Júnior, o programa vai ao ar toda terça-feira, às 23h, pela TV Brasil. A entrevista com Carlos Araújo foi gravada nos estúdios da TVE em Porto Alegre. Preso e torturado pela ditadura militar, o advogado foi três vezes deputado estadual do Rio Grande do Sul, após a redemocratização do país, sempre pelo PDT de Leonel Brizola, partido ao qual Dilma também era filiada na época. 

 

 

 

 




Criado em 28/04/2016 - 19:12 e atualizado em 04/05/2016 - 17:46

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