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Representatividade LGBT em quadrinhos

HQ "Transistorizada" foi inspirada no Estação Plural, diz criadora

Representatividade e visibilidade importam - e muito. E se a grande mídia e os produtos culturais em geral ainda não contemplam, de forma significativa, parcelas da sociedade, o jeito é se inspirar e usar canais alternativos. É o que fizeram Kris Barz Mendonça, quadrinista e escritor, e Luiza Lemos, mulher trans, escritora e também cartunista.

Kris criou em 2014 a HQ Torta de Climão para contar histórias que abordassem a realidade LGBT do ponto de vista de alguém pertencente à comunidade. De forma desencanada, ele narra o cotidiano desse grupo, incluindo gírias e situações específicas que acontecem com pessoas LGBT's. 

Kris Barz Mendonça criou o Torta de Climão
Kris Barz Mendonça criou o Torta de Climão 

"Independente de ser quadrinhos com super-herói ou não, eu não via personagens LGBT's em HQ's, mas eu os via na minha realidade", explica o cartunista. Kris também aproveita sua produção para fazer críticas sociais, discutindo machismo, homofobia e outras formas de preconceito. "Talvez essas tirinhas não agradem quem é homofóbico, mas meu motivo nunca foi agradar essas pessoas, e sim empoderar a nossa comunidade", pontua.

Reprodução de tirinha do Torta de Climão
Reprodução de tirinha do Torta de Climão 

A quadrinista Luiza Lemos é autora da HQ Transistorizada, lançada em 2016. Ela conta que se inspirou no Estação Plural para dar vida aos quadrinhos: "Quando o Fefito, no programa, contou que era um adolescente tristinho dentro do armário, eu fiz uma imagem mental de uma pessoa literalmente encolhidinha no armário e achei que isso daria um quadrinho", lembra. "Daí pensei em falar, nos quadrinhos, sobre a minha própria transição", acrescenta.

Luiza Lemos é criadora da Transistorizada
Luiza Lemos é criadora da Transistorizada

Nas tirinhas, Luiza narra, de forma lúdica e com um humor ácido, como foi seu processo de "sair do armário" e iniciar a transição de gênero. A intenção é promover o debate e dar visibilidade às populações transgêneros e transexuais. 

A HQ é publicada em um blog e em uma página no Facebook, mas agora Luiza Lemos pretende lançar uma versão impressa. Para isso, a cartunista realiza uma campanha colaborativa nas redes sociais, uma espécie de vaquinha on-line, a fim de arrecar fundos para tornar esse sonho uma realidade. Para saber mais e colaborar, clique aqui.

Reprodução de tirinha da Transistorizada
Reprodução de tirinha da Transistorizada - Reprodução/Transistorizada

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