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"Tento muito, através da minha arte, me assumir como lésbica", revela Aíla

Cantora diz que é preciso quebrar neutralidade e se posicionar

Em sua passagem pelo Estação Plural, a cantora paraense Aíla reforçou a importância da luta pela visibilidade lésbica e destacou a necessidade de se posicionar em relação à questão. "Eu tento muito, através da minha arte, me assumir como lésbica e não ser uma pessoa neutra", revela.

A cantora também critica a dificuldade de parcelas da sociedade em compreender e respeitar a orientação sexual e a identidade de gênero que fogem dos padrões. Esse fato, segundo ela, faz com que muitas pessoas ocultem sua condição.

"Apesar de vários amigos acharem que é mais fácil ser lésbica, na verdade não é. As pessoas acham que é uma brincadeira: 'Ah, porque é só uma fase. Ela vai ficar com homem em algum momento.' Como assim? Não levam a sério a minha relação", queixa-se a artista.

Para Aíla, dentro da comunidade LGBT, as mulheres lésbicas são as que têm menos dados relativos à violência. Isso porque muitas preferem não se assumir nem reportar as violências sofridas, que são recorrentes. "Na própria família você sofre violência, estupros corretivos, coisas absurdas. As pessoas trans sofrem muita violência, mas elas escancaram isso", compara.

A entrevista completa com Aíla vai ao ar na sexta-feira (27), às 23h, na TV Brasil. 

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