Rico Dalasam – rap e solidão

Estação Plural recebe o rapper, que revela detalhes de sua trajetória e o modo como tornou pública sua homossexualidade.

Da esq.: Mel Gonçalves, Ellen Oléria, Fefito e Rico Dalasam.Ele é do mundo do hip hop, onde os papéis masculinos e femininos costumam ser bem definidos, mas ousou declarar e cantar sua homossexualidade. Sua música diz “boy, vim para ser seu man”, fala de rolê de busão e de encontros no Terminal Butantã.

Rico Dalasam sabe o que é se sentir um peixe fora d’água. Foi assim quando era um menino pobre e negro estudando com bolsa de estudos em escola de rico. Foi assim quando se assumiu gay no rap. Por isso, este Estação também aborda a solidão.

Uma das estudantes do programa Transcidadania – que tirou 200 pessoas trans da prostituição e as levou de volta para a escola –, a transexual Renata Santos conta como se sentiu sozinha quando começou sua transição e sofreu bullying dos colegas, no Ceará.

Ainda neste Estação Plural: xenofobia, a aversão a tudo o que é estrangeiro. Como a crise dos refugiados e os ataques terroristas na Europa colaboram para a xenofobia, com auxílio do discurso discriminatório de Donald Trump, candidato republicano à presidência dos EUA? E no Brasil? Será que nosso país multicultural também pratica a xenofobia?

No bloco LGBT, o assunto é bissexualidade e o preconceito que os bis encontram para declarar sua sexualidade na própria comunidade LGBT. É como se os bis fossem os estrangeiros na terra dos LGBTs.