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Visibilidade Trans: Estação Plural celebra data pela cidadania e respeito a travestis e transexuais

29 de janeiro é uma data importante para o Estação Plural

29 de janeiro é uma data importante para o Estação Plural. O programa celebra o Dia da Visibilidade Trans e reforça a importância da luta pela cidadania e respeito à identidade de gênero. Você sabia que o Brasil é o que mais mata travestis e transexuais no mundo, segundo a ONG Trangender Europe? Só entre 1º de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016, cerca de 295 transgêneros foram assassinados no país.

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bandeira do orgulho trans

O movimento LGBT ainda luta por uma lei que puna a LGBTfobia. "Se matarem um homem ou mulher heterossexuais, a sociedade como um todo se compadece. Ninguém chora quando vê uma travesti morta, a não ser nós mesmas, travestis", avalia Keila Simpson, presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

A marginalização e a violência ainda marcam a vida da população trans. As dificuldades encontradas vão desde o acesso a direitos básicos, como educação, saúde e trabalho. "Não é uma coisa natural que uma travesti possa entrar numa universidade, se formar e ser contratada", critica a ativista Renata Peron."Por ser transexual ou por ser travesti, você desqualifica o lado profissional daquele ser humano", acrescenta.

Entenda a luta pela despatologização das identidades trans

Para a escritora Amara Moira, é preciso muita persistência."Vão fechar a porta quando se derem conta que ela é travesti, porque às vezes não está na cara e só se descobre quando mostra o documento", relata.


Com tantas dificuldades no caminho, muitas pessoas trans, de várias idades, acabam optando pelo suicídio, de acordo com a ativista Renata. "Depende muito da força interior delas de suportar essas negativas que o próprio estado impõe, quando não reconhece o direito delas de serem elas próprias", explica.

A falta de compreensão sobre o que é identidade de gênero é uma das causas que Keila Simpson atribui ao desrespeito à comunidade trans. "Pensa-se normalmente que nós abdicamos do direito de ser homem e queremos ser mulher. Não reivindicamos isso, o que a gente faz é nos identificarmos com esse feminino. É preciso que a sociedade compreenda e respeite a individualidade de cada um", pondera.


Sobre a data
O Dia da Visibilidade Trans foi criado em 29 de janeiro de 2004 pelo Departamento DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Com o tema "Travesti e Respeito", esta foi a primeira campanha nacional pensada por ativistas transexuais para promoção do respeito e cidadania. Como forma de apoiar a causa, o Estação Plural preparou uma campanha com seis vídeos sobre o universo trans para conscientizar e promover a data.

Criado em 23/01/2017 - 15:25 e atualizado em 07/02/2017 - 19:45 Por Davi de Castro

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