Os jogos eletrônico vão a sala de aula

O colégio Pedro II, no Rio, criou o NuGame, que tem o objetivo de criar pontes entre os jogos comerciais e o ensino

Na foto: Liliane Reis e Guilherme Xavier, ludólogo e consultor em estratégias de integração entre jogos e atividades educacionais, instrucionais, laborais e artísticas.

Recentemente,  foi lançado o Pokémon Go, um jogo voltado para smartphone que trabalha a realidade aumentada alcançando um novo patamar de interação com a realidade. Mas para muitos, os games ainda são encarados como vilões do aprendizado.
O Estúdio Móvel recebe dois professores apaixonados por jogos que querem mudar a forma como eles são encarados nas escolas, para isso eles criaram junto com alunos o NuGame - Núcleo de Game, Atividade e Metodologia no Colégio Pedro II, no Campus de São Cristovão, no Rio de Janeiro (RJ).

Os professores Marcos Lima e Rafael Andrade têm como objetivo desconstruir discursos que afastam os jogos das escolas e criar pontes entre estes e o ensino da Geografia. O diferencial é trabalhar o aprendizado a partir dos jogos comerciais, tais como Assassins Creed, GTA e o Street Fighter. Dentro do núcleo são debatidos temas como violência, espaço urbano, influências culturais, entre outros assuntos que os próprios alunos trazem. Os professores acreditam no game como uma ferramenta transdisciplinar. 

Para Guilherme Xavier, professor da PUC especialista em games,  “A questão é o uso, se o professor se sente apto ou não de se instrumentalizar dessa ferramenta e colocar para os seus alunos da maneira correta, de forma que não pareça brócolis com cobertura de chocolate, como os jogos educativos eram referenciados anteriormente.” Guilherme Xavier é Gamer Designer e um dos criadores do jogo Capoeira Legends: Path to Freedom. Para ele os jogos estimulam aprendizado e ajudam a desenvolver habilidades.