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Letras & Memória: Lima Barreto

Série de interprogramas recupera o legado de escritores esquecidos

Um escritor contra todo tipo de preconceito: Lima Barreto. Filho de pais pobres e mestiços, ficou órfão de mãe muito cedo. O pai enlouqueceu e foi internado. Com isso, Lima teve que abandonar o curso de engenharia para sustentar a família e passou a produzir uma literatura com severas críticas à sociedade da época e às injustiças sociais. Em 1909, publicou o romance "Recordações do escrivão Isaías Caminha". O texto acompanha a trajetória de um jovem mulato que, vindo do interior, sofre sérios preconceitos raciais. Em 1915, escreve "Triste fim de Policarpo Quaresma". Esses romances apresentam nítidos traços autobiográficos.

Afonso Henriques Lima Barreto, com seu espírito inquieto e rebelde e com seu inconformismo com a mediocridade reinante, acaba se entregando ao álcool. Suas constantes depressões o levaram duas vezes para o hospício. Faleceu em 1922, afastado da mesma sociedade que ele criticava. No ano passado, o escritor foi o grande homenageado da Flip, Feira Literária Internacional de Paraty.

Letras & Memória

No mês da Flip 2018, a TV Brasil preparou uma série com treze interprogramas sobre literatura, que trata de nomes e obras de autores e autoras que caíram em domínio público.

Katy Navarro apresenta o quadro Letras & Memória, que tem um minuto de duração e mostra um nome da literatura brasileira do século XIX ou do início do século XX.

No caso das autoras, é grande a dificuldade em encontrar informações, já que as mulheres não tinham espaço para se manifestar nessa época e algumas não podiam assinar seus textos ou usavam um pseudônimo masculino. Outras, apesar de escrever em revistas e periódicos, tinham apenas um livro publicado, porque não conseguiam apoio. Há mulheres revolucionárias que criaram escolas mistas ou para meninas em um tempo onde isso não acontecia. Outras se destacaram lutando contra a escravidão e a opressão feminina. Júlia Lopes de Almeida, por exemplo, é uma escritora que lutou para a criação da Academia Brasileira de Letras, mas não conseguiu participar, simplesmente pelo fato de ser mulher. Maria Firmina dos Reis foi a primeira negra a publicar um romance. 

Em relação aos autores, alguns são nomes importantíssimos da literatura brasileira, como Machado de Assis, e outros que sofreram preconceito, como Luiz Gama, Cruz e Sousa ou Lima Barreto, que terminou sua vida em um manicômio. Expressões da nossa literatura que registraram fatos, histórias e emoções. Escritores e escritoras que fazem parte das letras e memória do Brasil.

Ficha Técnica

Equipe Rio de Janeiro: Katy Navarro (apresentação), Maíra de Assis (produção), Ricardo Alexandria (iluminação), Marcelo Curvello (cinegrafista), Elias Olliver (auxiliar), André Luna (operador de áudio), Carlos Junior (auxiliar), Emília Ferraz (coordenação de produção), João Borsani, Arthur William, José Ricardo Marinho (gerência executiva de arte), Rodrigo Ribeiro (gerência de produção de arte), Gabriel Catta-Preta (coordenação de arte), Paula Izzo (direção de arte), Marcio Costa Andrade Junior (cinegrafista), Marília Almeida (design e produção de arte), Sergio Pranzl (videografismo), Adriano Chagas (coordenação de trilha musical), Tereza Eustáquio (produção de trilha) e Nilton Cardoso (compositor).

Equipe São Paulo: Aline Penna (coordenação de edição), Vanessa Nascimento (editora) e Vitor Chambon (substituto coordenação de edição).

Locais de gravação: Academia Brasileira de Letras, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional 

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Criado em 26/07/2018 - 12:50

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