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Letras & Memória: Machado de Assis

Série de interprogramas recupera o legado de escritores esquecidos

Machado de Assis ajudou a fundar a Academia Brasileira de Letras em 1896, da qual foi o primeiro presidente. Ele nasceu pobre e epilético e era neto de escravos alforriados. Foi criado no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, e frequentou pouco a escola. Sua instrução veio praticamente por conta própria. Entre a infancia e  a adolescência, perdeu sua única irmã, a mãe e o pai. Aos 16 anos empregou-se como aprendiz numa tipografia e publicou os primeiros versos. 

Aos 30 anos se casou com Carolina Augusta Xavier de Novais. Ela era uma força maior na vida do escritor, inclusive como revisora de seus textos. Em 1870, Machado publicou vários poemas e, nos anos de 1880, fez uma revolução, inaugurando o realismo na literatura brasileira com vários romances, como "Memórias póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba” e “Dom Casmurro”. 

Em 1904, a morte de sua mulher foi um duro golpe. Depois disso, pouco saía. Sua saúde foi piorando e o bruxo do Cosme Velho, como também era conhecido por causa do bairro onde morava, acabou morrendo, em 1808, em sua casa. Foi luto oficial e seu enterro foi acompanhado por uma multidão.

Letras & Memória

No mês da Flip 2018, a TV Brasil preparou uma série com treze interprogramas sobre literatura, que trata de nomes e obras de autores e autoras que caíram em domínio público.

Katy Navarro apresenta o quadro Letras & Memória, que tem um minuto de duração e mostra um nome da literatura brasileira do século XIX ou do início do século XX.

No caso das autoras, é grande a dificuldade em encontrar informações, já que as mulheres não tinham espaço para se manifestar nessa época e algumas não podiam assinar seus textos ou usavam um pseudônimo masculino. Outras, apesar de escrever em revistas e periódicos, tinham apenas um livro publicado, porque não conseguiam apoio. Há mulheres revolucionárias que criaram escolas mistas ou para meninas em um tempo onde isso não acontecia. Outras se destacaram lutando contra a escravidão e a opressão feminina. Júlia Lopes de Almeida, por exemplo, é uma escritora que lutou para a criação da Academia Brasileira de Letras, mas não conseguiu participar, simplesmente pelo fato de ser mulher. Maria Firmina dos Reis foi a primeira negra a publicar um romance. 

Em relação aos autores, alguns são nomes importantíssimos da literatura brasileira, como Machado de Assis, e outros que sofreram preconceito, como Luiz Gama, Cruz e Sousa ou Lima Barreto, que terminou sua vida em um manicômio. Expressões da nossa literatura que registraram fatos, histórias e emoções. Escritores e escritoras que fazem parte das letras e memória do Brasil.

Ficha Técnica

Equipe Rio de Janeiro: Katy Navarro (apresentação), Maíra de Assis (produção), Ricardo Alexandria (iluminação), Marcelo Curvello (cinegrafista), Elias Olliver (auxiliar), André Luna (operador de áudio), Carlos Junior (auxiliar), Emília Ferraz (coordenação de produção), João Borsani, Arthur William, José Ricardo Marinho (gerência executiva de arte), Rodrigo Ribeiro (gerência de produção de arte), Gabriel Catta-Preta (coordenação de arte), Paula Izzo (direção de arte), Marcio Costa Andrade Junior (cinegrafista), Marília Almeida (design e produção de arte), Sergio Pranzl (videografismo), Adriano Chagas (coordenação de trilha musical), Tereza Eustáquio (produção de trilha) e Nilton Cardoso (compositor).

Equipe São Paulo: Aline Penna (coordenação de edição), Vanessa Nascimento (editora) e Vitor Chambon (substituto coordenação de edição).

Locais de gravação: Academia Brasileira de Letras, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional 

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