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Letras & Memória: Narcisa Amália

Série de interprogramas recupera o legado de escritores esquecidos

A grande maioria das nossas escritoras do século 19 ficou no anonimato. É o caso de Narcisa Amália, que nasceu em 1852, no município fluminense de São João da Barra. Ela foi jornalista e professora, publicou uma antologia de 44 poemas aos 20 anos, se casou por duas vezes e rompeu os matrimônios numa época em que o preconceito à mulher divorciada era enorme. Narcisa tem um único livro publicado: Nebulosas, de 1872. Fazia críticas à sociedade escravocrata, quando o que se esperava das mulheres era que falassem somente de amor e do espaço doméstico.  

Houve um certo descaso com a obra das escritoras do século 19 após a morte. Muitas vezes, cabia à família preservar a obra e, no caso das autoras, as famílias não tiveram interesse em cuidar do espólio, isso causou a supressão dos registros e a ausência das reedições. Muitas, de fato, não publicavam mais após a estreia. Foi assim com Narcisa Amália.

Letras & Memória

No mês da Flip 2018, a TV Brasil preparou uma série com treze interprogramas sobre literatura, que trata de nomes e obras de autores e autoras que caíram em domínio público.

Katy Navarro apresenta o quadro Letras & Memória, que tem um minuto de duração e mostra um nome da literatura brasileira do século XIX ou do início do século XX.

No caso das autoras, é grande a dificuldade em encontrar informações, já que as mulheres não tinham espaço para se manifestar nessa época e algumas não podiam assinar seus textos ou usavam um pseudônimo masculino. Outras, apesar de escrever em revistas e periódicos, tinham apenas um livro publicado, porque não conseguiam apoio. Há mulheres revolucionárias que criaram escolas mistas ou para meninas em um tempo onde isso não acontecia. Outras se destacaram lutando contra a escravidão e a opressão feminina. Júlia Lopes de Almeida, por exemplo, é uma escritora que lutou para a criação da Academia Brasileira de Letras, mas não conseguiu participar, simplesmente pelo fato de ser mulher. Maria Firmina dos Reis foi a primeira negra a publicar um romance. 

Em relação aos autores, alguns são nomes importantíssimos da literatura brasileira, como Machado de Assis, e outros que sofreram preconceito, como Luiz Gama, Cruz e Sousa ou Lima Barreto, que terminou sua vida em um manicômio. Expressões da nossa literatura que registraram fatos, histórias e emoções. Escritores e escritoras que fazem parte das letras e memória do Brasil.
 

Ficha Técnica

Equipe Rio de Janeiro: Katy Navarro (apresentação), Maíra de Assis (produção), Ricardo Alexandria (iluminação), Marcelo Curvello (cinegrafista), Elias Olliver (auxiliar), André Luna (operador de áudio), Carlos Junior (auxiliar), Emília Ferraz (coordenação de produção), João Borsani, Arthur William, José Ricardo Marinho (gerência executiva de arte), Rodrigo Ribeiro (gerência de produção de arte), Gabriel Catta-Preta (coordenação de arte), Paula Izzo (direção de arte), Marcio Costa Andrade Junior (cinegrafista), Marília Almeida (design e produção de arte), Sergio Pranzl (videografismo), Adriano Chagas (coordenação de trilha musical), Tereza Eustáquio (produção de trilha) e Nilton Cardoso (compositor).

Equipe São Paulo: Aline Penna (coordenação de edição), Vanessa Nascimento (editora) e Vitor Chambon (substituto coordenação de edição).

Locais de gravação: Academia Brasileira de Letras, Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional 

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Criado em 25/07/2018 - 11:35

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