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Mídia em Foco analisa o crescimento da indústria audiovisual na América Latina

Em 2017 foram lançados 158 filmes brasileiros e 217 longas argentinos

Nas últimas décadas, a produção audiovisual nos países da América Latina tem experimentado um crescimento extraordinário. O bem sucedido mercado hoje da indústria cinematográfica na nos países de língua portuguesa e espanhola é o tema do programa Mídia em Foco, que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 24, às 22h45, na TV Brasil. 

Para se ter uma ideia do aumento da indústria audiovisual na América Latina, em 1992, o Brasil lançou apenas três filmes no circuito exibidor. A Argentina, dez. Já em 2017 foram lançados 158 filmes brasileiros e 217 longas argentinos.

“O audiovisual na América Latina tem um grande impulso com o advento do digital, da captação, da edição digital, isso realmente é um marco que permitiu um crescimento muito grande da produção”, diz o cineasta e curador Francisco Cesar Filho, um dos entrevistados do Mídia em Foco para falar sobre a indústria do audiovisual na América Latina. 

A América Latina é integrada por cerca de 20 países que falam línguas derivadas do latim como espanhol, português e francês. A expressão América Latina tem seus primeiros registros numa conferência do político chileno Francisco Bilbao e num poema do escritor colombiano José Maria Caicedo, em 1856. Quarenta anos depois, o audiovisual chega à região com as primeiras exibições de cinema na Argentina e no Brasil.

Os dois países mais o México se tornaram os maiores produtores audiovisuais latino-americanos. Juntos são responsáveis por quase 90% da produção cinematográfica da região. No início dos anos 90, a produção cinematográfica em países latino-americanos como o Brasil era quase nula, mas o apoio estatal e as leis de incentivo à cultura auxiliaram a retomada do cinema na região.

Assistir obras cinematográficas ou séries audiovisuais de outros países latino-americanos não é um hábito tão disseminado entre o público da região. A qualidade das produções é inegável, mas a disputa com Hollywood é desigual. “O cinema latino-americano já tá de certa forma rompendo com Hollywood, ganhando mais espaços nos festivais, apesar de muitos cineastas estarem gravando fora”, afirma a produtora Lívia Fusco. 

A realização de eventos como o Festival de Cinema Latino Americano de São Paulo e iniciativas como a da TAL, Televisión América Latina, são fundamentais para a divulgação e para o intercâmbio da produção audiovisual entre os povos latino-americanos. “A coprodução tem uma coisa muito importante. Primeiro porque aumenta os recursos, tanto financeiros como em termos de talento. Além disso, você termina tendo uma parceria também na distribuição do produto”, observa Malu Campos, presidente da TAL.

Serviço:
Mídia em Foco - segunda-feira, dia 24, às 22h45, na TV Brasil 

 

Da Gerência de Comunicação Institucional
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Contato: (21) 2117-6471 / (21) 2117-6239

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