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Mídia em Foco discute o papel das novelas na cultura brasileira

Brasil ainda é reconhecido como o melhor produtor de novelas do mundo

Acompanhar novelas é um dos hábitos mais  tradicionais da cultura brasileira. Sua origem remonta ao folhetim, que surgiu no século XIX, na França, para fidelizar os leitores de jornais. E a criação dos ganchos dramáticos despertando o interesse do público para o próximo capítulo é um marco dos folhetins. As novelas brasileiras são o tema do programa Mídia em Foco, que vai ao ar na segunda-feira, dia 12, às 22h45, na TV Brasil. 

Nos anos 1930, o romance folhetinesco chega ao rádio e a radionovela toma forma em Cuba e no México. Mas foi na televisão que as novelas encontraram seu parceiro ideal. “Da união do folhetim francês com a radionovela cubana, você tem a formação da telenovela, não só no Brasil mas também na América Latina”, resume Mauro Alencar, pesquisador de novelas e consultor da TV Globo.

Faraway Hill é considerada a primeira telenovela da história. Produzida por David P. Lewis, foi ao ar nos Estados Unidos em 1946. No Brasil, o marco inicial das novelas na televisão foi a estreia na TV Tupi de “Sua vida me pertence”, de Walter Forster, em 1951. Nesse período, as telenovelas brasileiras não eram diárias, as novelas de rádio ainda faziam sucesso e surgiam as fotonovelas.

“As primeiras telenovelas, até o final da década de 60, elas ainda tinham um apelo muito forte das radionovelas”, diz Nilson Xavier, crítico de televisão e autor do Almanaque da Telenovela Brasileira. “No final dos anos 60 a TV Tupi estreou a novela Beto Rockfeller, que foi um divisor de águas na produção de teledramaturgia brasileira. Ela foi a primeira novela a quebrar definitivamente com o processo radiofônico de telenovelas”, completa Esther Hamburger, professora da Escola de Comunicação e Artes da USP.

Desde os anos 70, as telenovelas se consolidaram como um produto audiovisual de grande audiência. Selva de Pedra, Roque Santeiro e Vale Tudo chegaram a marcar cem pontos nos índices do Ibope. Hoje, a audiência está mais fragmentada e raramente uma novela ultrapassa os quarenta pontos. Apesar da queda de público, o Brasil ainda é reconhecido como o melhor produtor de novelas do mundo.

Apresentado pela jornalista Paula Abritta,  Mídia em Foco se propõe a pensar os rumos da comunicação, abordando novas tendências de mercado, produção do conteúdo, evolução das tecnologias, convergência das mídias, regulação e consumo nos dias de hoje e as expectativas para o futuro.

A produção semanal da emissora pública busca contemplar, ainda, a história dos meios de comunicação e sua influência na sociedade atualmente. A proposta é estimular que o telespectador desenvolva uma visão crítica e possa refletir sobre o que observa na mídia.

Serviço
Mídia em Foco - segunda-feira, dia 12, às 22h45, na TV Brasil

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6818

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Criado em 09/03/2018 - 18:00 e atualizado em 09/03/2018 - 18:00

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