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Professor explica a conturbada relação dos quadrinhos com a educação

Marginalizadas no início, hoje as HQ's compõem e desafiam o ensino

A relação das histórias em quadrinhos com a educação é conturbada e já passou por maus bocados. O jornalista e professor da UNIFESP Paulo Ramos conta que houve, inclusive, incentivos para que essas histórias fossem queimadas, por volta de 1940 e 1950. "Você proibia histórias em quadrinhos nas escolas até, pelo menos, as décadas de 1970/80", acrescenta. 

O cenário de hostilidade às HQs começa a mudar depois que o governo federal inclui essas publicações em documentos oficiais, sendo acompanhado posteriormente pelas instâncias estaduais e municipais, a partir de 1997. Com isso, os quadrinhos recebem autorização legal para serem utilizados no ensino. " A questão que se fazia a partir de então era como. Como, então, utilizar as histórias em quadrinhos em sala de aula? Esse processo é bem recente e tem ganhado passos largos nas universidades", explica Paulo Ramos, que destaca o aumento de pesquisas a respeito do tema.

"Durante o século 20 os quadrinhos ficaram marginalizados do ensino, colocados à margem e vistos como algo marginal na escola. Hoje mudou: produtos com imagem também são vistos como textos possíveis de serem levados ao ensino. E histórias em quadrinhos fazem parte desse processo. São vistas como leitura", comemora o professor, que reconhece que o desafio ainda está colocado para os profissionais de educação.  

O Mídia em Foco remonta a origem das Histórias em Quadrinhos, assista ao programa aqui.
 

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