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Semana do Proibido

Atração revela ícones da efervescência cultural no período da ditadura

Musicograma

No AR em 19/05/2013 - 00:30

Zé Keti - Arte: Osmério EllerJoão do Vale - Arte: Osmério EllerNara Leão - Arte: Osmério EllerCarlos Lyra - Arte: Osmério EllerCom os programas – “A opinião de Zé Kéti e João do Vale” e “Da bossa ao protesto: Carlos Lyra e Nara Leão” – o Musicograma visita um dos períodos mais efervescentes da cultura brasileira. A década 1963-1973 é um marco em que, apesar da censura, a cultura, em todas as suas expressões, se manteve criativamente ruidosa.

Nessa década, além de se mostrar ao mundo através dos Festivais da canção, a MPB brilhou nas “jovens tardes de domingo” da Jovem Guarda; caiu muito bem nas misturas propostas pelo Tropicalismo e, num contraponto histórico, nove meses após o golpe militar, reuniu num espetáculo, um cantor de morro, um nordestino e uma cantora da Zona Sul carioca.

Assim, Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão, subiram ao palco inacabado do Teatro Opinião e, num encontro informal, em que ilustravam musicalmente seus depoimentos pessoais, lançaram uma nova proposta de musical.

O show “Opinião”, dirigido por Augusto Boal, escrito por Armando Costa, Oduvaldo Viana e Paulo Pontes, mesmo com a substituição de Nara Leão por Maria Bethânia, uma desconhecida cantora baiana, manteve lotação esgotada na temporada de sete meses, além de consagrar duas canções: “Opinião”, a canção-título assinada por Zé Kéti e Carcará, de João do Vale.

Quando foi uma das protagonistas de “Opinião”, Nara estava de birra com a Bossa Nova e declarava à imprensa que o gênero “um banquinho, um violão” lhe dava sono. Carlos Lyra, um dos criadores da Bossa Nova e responsável pela aproximação de Nara e Zé Kéti, não pensava diferente. Tinha consciência de que versos como “o amor, o sorriso e a flor” buscavam novas rimas.

Os anos 1960 marcam a fase mais criativa da obra de Lyra. Quando estourou o Golpe Militar de 1964 era diretor musical da Rádio Nacional. Nesse ano viajou para os Estados Unidos, onde participou, com Stan Getz, do Festival de Jazz de Newport. O autoexílio se estendeu até 1971, mas voltou ao México em 1974, ano em que gravou o disco “Herói do Medo”. A assinatura de Carlos Lyra também está no cinema e no teatro, o que amplia sua importância e atuação política dentro e fora da Bossa Nova.




Criado em 30/04/2013 - 14:11 e atualizado em 13/05/2013 - 18:58

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