Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

TV Brasil recebe prêmio Camélia da Liberdade por Windeck

Homenagem reconhece acões pelo fim da desigualdade racialPor conta da novela Windeck,  a TV Brasil vai receber o Prêmio Camélia da Liberdade 2015, com o tema "Memória e Ancestralidade",  na categoria Veículos de Comunicação. O prêmio é uma iniciativa do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e tem como objetivo estimular o desenvolvimento de projetos de Ações Afirmativas, de valorização da diversidade e inclusão étnica. A comenda será entregue no dia 25 de março, na casa de espetáculos Vivo Rio, no Rio de Janeiro.

Windeck é a primeira novela angolana exibida no país. No ar na TV Brasil desde novembro de 2014, a exibição da novela Windeck contou com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir/PR). “O prêmio recompensa o esforço da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e da Secretaria de fazer valer a Lei 12.228/2010 (Estatuto da Igualdade Racial) ao veicular uma produção angolana no Brasil, numa ação de comunicação pública que visa a dar visibilidade a representações positivas da pessoa negra”, comemora o diretor-geral da EBC, Américo Martins.

Produzida em 2012 pela Semba Comunicação, Windeck esteve entre as quatro telenovelas indicadas ao Emmy Internacional em 2013. Além de permitir a aproximação cultural entre Angola e Brasil, a novela se destaca por contar com inúmeros atores negros, o que não ocorre nas produções brasileiras. “É um marco importante para o fortalecimento da identidade dos afro-brasileiros e para o estreitamento das relações culturais entre os dois países", ressalta Américo.

Sobre o prêmio

A Prêmio Camélia da Liberdade, que se realiza uma vez por ano, é um reconhecimento do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) a iniciativas que promovam as Ações Afirmativas como forma de contribuição para superar as desigualdades raciais e sociais. Com o patrocínio da Petrobras, o prêmio chega a sua oitava edição e divide-se em cinco categorias: personalidades, experiências educacionais, veículos de comunicação, instituições governamentais e empresas.

Destina-se também a personalidades, cujas trajetórias estejam vinculadas à luta pela promoção e valorização dos elementos da cultura e identidade negra. O nome do prêmio se deve à flor camélia, que era o símbolo que identificava os abolicionistas cariocas. Para o secretário-executivo do CEAP, Luiz Carlos Semog, “O mérito da emissora deve-se ao “ineditismo de veicular, na tevê brasileira, uma novela onde os negros aparecem nos papeis principais, como é o caso de Windeck.”

Ultimas

O que vem por aí