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Observatório da Imprensa analisa a representação do 7 de setembro na arte e na mídia da época

Historiadores Isabel Lustosa e Nireu Cavalcanti debatem o contexto

Alberto Dines conversa com os historiadores Isabel Lustosa e Nireu Cavalcanti no Museu Histórico NacionalGravado no Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro, o Observatório da Imprensa desta terça-feira, 8 de setembro de 2015, às 20h na TV Brasil vai tratar de um assunto que os livros de história não esclarecem e que precisa ser lembrado: o "Grito do Ipiranga" não aconteceu como o reproduzido nas salas de aula e na tela do pintor paraibano Pedro Américo, de 1888.

Esta edição do programa traz uma discussão sobre o assunto com os historiadores Isabel Lustosa e Nireu Cavalcanti mediados pelo apresentador Alberto Dines. Na reportagem que abre esta edição, o jornalístico revela as discrepâncias do Grito do Ipiranga retratadas no quadro com a ajuda de historiadores paulistas.

A pintura mostra uma representação da cena da Independência criada e distante da realidade daquele dia 7 de setembro de 1822 às margens do rio Ipiranga. Segundo historiadores, essa imagem é fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu.

 

Programa debate a repercussão da Independência na mídia do século XIX

O Observatório da Imprensa também vai lembrar o fato na imprensa da época. O único jornal que noticiou o "Grito do Ipiranga" foi O Espelho, que circulou entre 1821 e 1823. O Correio Braziliense, por exemplo, publicou uma notícia declarando a data de 1º de agosto como marco da emancipação, quando o príncipe enviou o Manifesto às Províncias do Brasil, no qual se desobrigava de obedecer às ordens das Cortes de Lisboa.

O redator do jornal Regulador Brasileiro apontou a data de 12 de outubro, na qual ocorreu a aclamação de D. Pedro I como Imperador do Brasil, como o verdadeiro marco da criação do país. Outras datas, como o 9 de janeiro, "Dia do Fico", em que D. Pedro I recusou-se a embarcar para Portugal desobedecendo as ordens dadas pelas Cortes de Lisboa, ou a de 1º de dezembro, data da coroação, foram mencionadas, mas nunca o 7 de setembro.

Cento e noventa e três anos depois, o Observatório da Imprensa, com a ajuda de historiadores, repassa as tensões internas no Brasil naquele ano de 1822, quando D. Pedro I sofria pressões internas e decide pela coroação para aplacar a crises sem arriscar a aliança com a Inglaterra.

Serviço
Observatório da Imprensa – terça-feira (8), às 20h, na TV Brasil

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