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Natália Lage recebe diretor Sérgio Rezende no Revista do Cinema Brasileiro

Cineasta comenta trajetória na sétima arte e conta curiosidades sobre

Autêntico, sensível e sempre interessado nas questões nacionais, o cineasta Sérgio Rezende é o convidado de Natália Lage no programa Revista do Cinema Brasileiro desta quarta-feira, 13 de abril de 2016, às 23h30, na TV Brasil. Responsável por longas como “O Homem da Capa Preta” (1986), “Guerra de Canudos” (1997) e “Zuzu Angel” (2006), o diretor costuma realizar produções baseadas em histórias e personagens reais. Ele explica como se dá esse processo.

 

“Uma sociedade precisa sonhar. E os filmes são uma maneira de contar histórias. Fazer filmes inspirados em personagens e fatos da vida real não tira a perspectiva da criação”. Para ratificar seu argumento, Sérgio Rezende cita o exemplo de “Lamarca” (1994). “Sabe-se que Carlos Lamarca percorreu o sertão baiano durante um mês, perseguido pela polícia, mas não há testemunho destes trinta dias”, dizo cineasta.

 

Sério Rezende também comenta a intenção de que seus longas possam ajudar a refletir e pensar o Brasil. “Você precisa estar calçado em uma pesquisa, no seu sentimento sobre o personagem e a história. A partir daí, tudo é ficção. Tenho a pretensão de contar uma história que a pessoa depois, à noite, e no dia seguinte, ainda pense no que viu. O telespectador faça associações com sua vida, a realidade do país e a sociedade. Tenho a ambição de através das histórias que eu conto no cinema poder participar da construção do país”, sentencia o diretor.

 

Sérgio Rezende bate um papo sobre a sétima arte com a apresentadora Natália Lage

 

Durante a entrevista, ele fala para Natália Lage quais são os desafios de produções como “Guerra de Canudos”,baseado na obra de Euclides da Cunha, que aborda narrativa típica do país. “Quando eu fiz 'Canudos' me deu um mega prazer. Botar esse assunto na roda é um privilégio. As sociedades querem ouvir as suas histórias. Vejo que o cinema brasileiro se dá bem com o público quando ele conta as histórias que só nós podemos contar”.

 

 

Filmes sobre música também ganham espaço no programa

 

Ainda nesta edição, o Revista do Cinema Brasileiro aborda dois longas sobre música. “Samba e Jazz”, de Jefferson Mello, mostra a semelhança nas tradições do universo musical do Rio de Janeiro e de New Orleans. Já “Being Boring”, de Lucas Nassif, é um musical experimental baseado no famoso álbum do Pet Shop Boys que alterna sensualidade e desconforto.

 

O programa acompanha os bastidores do longa “A Intrigante Arte de Comungar”. No filme, que mostra uma cidade onde não é permitido mudar e as pessoas são aprisionadas em suas próprias vidas, o diretor Thiago Greco leva o espectador a refletir sobre os dilemas, os afetos e os absurdos de viver;

 

O público vai conferir também uma matéria sobre o longa documental “Faz-se Filmes”, de Violeta Martinez e Gugui Martinez. Durante 44 dias, a equipe viajou por onze pequenas cidades do interior da Bahia e deu à população desses lugares a oportunidade de produzir os próprios filmes.

 

O filme “Longe Demais não é suficiente”, de Ernesto Solis, também está em destaque nesta edição do programa da TV Brasil. O diretor conta porque o longa, que inicialmente seria uma ficção científica, se tornou uma história sobre o ofício de fazer cinema.

 

Serviço:
Revista do Cinema Brasileiro – quarta-feira (13), às 23h30, na TV Brasil.

 

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