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TV Brasil estreia quarta temporada de “Conhecendo Museus” neste domingo (5/6)

Série percorre quinze espaços culturais dedicados a personagens da

Descobrir fatos marcantes da cultura brasileira e se surpreender com aspectos da história de uma forma criativa e didática. Com essa perspectiva, a série Conhecendo Museus chega a sua quarta temporada que estreia neste domingo, 5 de junho de 2016, às 11h30, na TV Brasil.

 

Museu Cais do Sertão. Crédito: Clélio TomazA nova fase da atração é temática e visita quinze museus dedicados a personalidades do país. A câmera do Conhecendo Museus vai se focar em espaços que contam a trajetória de gente que ajudou a construir o vasto acervo da cultura nacional como Mazzaropi, Portinari, Graciliano Ramos, Monteiro Lobato e Clara Nunes.

 

Na estreia, o programa vai até Recife apresentar o Museu Cais do Sertão que preserva a história da cultura popular. A partir do exemplo de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, a proposta é mostrar curiosidades sobre o sertão nordestino em um local sofisticado que oferece diversão, conhecimento e convivência na orla pernambucana.

 

 

Sobre o programa

 

De forma dinâmica e objetiva, a série promove o resgate da memória nacional em cada objeto, obra e documento que é apresentado ao público através do depoimento de profissionais que atuam nos museus brasileiros. Esses espaços são retratados na sua integridade, com a exposição detalhada dos acervos e a revelação das histórias por trás das peças.

 

O programa busca divulgar bens e valores culturais democratizando o conhecimento gerado por essas instituições, além de divertir e fomentar o surgimento de novos públicos. Sob esse prisma, o Conhecendo Museus pretende contribuir na formação dos jovens e no desenvolvimento da consciência crítica dos telespectadores.

 

Com episódios de vinte e seis minutos de duração, divididos em dois blocos, a atração investe em linguagem ágil, moderna, visualmente atraente. Sem contar com as figuras tradicionais do apresentador e do repórter, a narrativa se apoia em voz off, com texto na primeira pessoa. Assim, para manter um diálogo direto com o público, a visita aos museus é guiada pela câmera, que percorre todos os seus espaços das entidades culturais Brasil afora.

 

 

Primeiro episódio: Museu Cais do Sertão

 

Inaugurado em 3 de abril de 2014, o Museu Cais do Sertão guarda em seu acervo a rica cultura popular do Nordeste brasileiro. O espaço traz para a orla do Recife um pouco da história cultural do sertão nordestino. Celebrar essa trajetória é também homenagear o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que inspira as diversas instalações do museu.

 

O espaço é organizado por áreas temáticas inspiradas no cotidiano nordestino. Crédito: Flavio Japa.

 

Localizado na beira-mar, junto ao Marco Zero, onde nasceu a cidade do Recife, o espaço tem arquitetura surpreendente. São 7 mil metros quadrados de área construída; com 6 metros de altura, um grande vão para passagem dos pedestres, além de detalhes de cores, alvenaria e decoração.

 

Para a sua concepção e desenvolvimento, o museu contou com um grupo de especialistas. O local tem um conceito de espaço dinâmico de convivência, diversão e conhecimento, polo gerador de ideias e novas experiências.

 

A equipe de criação envolve nomes como Tom Zé, José Miguel Wisnik, Antônio Risério, Frederico Pernambucano de Mello. Cineastas pernambucanos como Kleber Mendonça Filho, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Marcelo Gomes e Camilo Cavalcanti, além do xilogravurista e cordelista J. Borges, estão entre os que produziram conteúdo para compor o acervo.

 

No térreo, um "Rio São Francisco" corta todo o museu e o divide em sete territórios temáticos: Viver, Trabalhar, Ocupar, Cantar, Criar, Crer e Migrar. Cada ambiente remete aos principais aspectos da rotina do sertanejo, oferecendo ao visitante a oportunidade de se locomover pelo espaço e interagir com os artefatos expositivos.

 

Objetos reais misturam-se a projeções; chapéus, gibões e sanfonas dialogam com karaokês sertanejos, estúdios de gravação e oficinas de instrumentos de onde brotam velhos e novos baiões; barcos, instrumentos de trabalho e antenas parabólicas complementam estações interativas; objetos de arte e religiosos dividem espaço com um imenso acervo de canções.

 

Difusor da cultura nordestina no Brasil e no mundo, Luiz Gonzaga é a principal fonte de inspiração do museu. Crédito: Raphael Bandeira.

De forma lúdica e utilizando os mais variados e modernos recursos expositivos e tecnológicos, o novo museu vem mostrar do sertão de Luiz Gonzaga e de milhões de brasileiros. As pessoas podem assistir a filmes, peças e espetáculos, interagir com jogos desafiantes, fazer cursos, criar músicas, ou simplesmente conhecer o desconhecido. O Cais é um importante espaço de convivência entre iguais e diferentes, como ele mesmo se define.

 

 

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião

 

Falar de Luiz Gonzaga é destacar música, arte, cultura e boas histórias. O compositor e cantor nasceu na cidade de Exu, povoado do Araripe, em 13 de dezembro de 1912. Herdou do pai, Januário José dos Santos, a paixão pela sanfona e deixou para o filho, Gonzaguinha, o legado de cantar as alegrias e tristezas do povo do sertão nordestino.

 

Sempre acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, o Rei do Baião levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Após sua primeira contratação pela Rádio Nacional, surgiu a ideia de apresentar-se vestido de vaqueiro, figurino que o consagrou como artista.

 

Luiz Gonzaga morreu aos 76 anos no Recife, em Pernambuco. Genial instrumentista e inventor de melodias, divulgou a cultura nordestina ao redor do mundo inspirado pela vida sertaneja.

 

Serviço
Conhecendo Museus, na TV Brasil
Série em quinze episódios de 26 minutos
Estreia da quarta temporada
Dia 5 de junho, domingo, às 11h30

 


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Criado em 03/06/2016 - 21:17 e atualizado em 03/06/2016 - 21:25

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