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  • July 7th, 2010

    As reprises no Nova África começam hoje, não perca!

    Nova chance de assistir à série Nova África

    A partir desta quarta (7), a TV Brasil exibirá 20 episódios, escolhidos entre os 32 apresentados

    Repórter Aline Midlej na África do Sul

    Quem perdeu os episódios da série Nova África, que se encerrou no dia 30 de junho, terá uma segunda chance. A partir desta quarta (7), a TV Brasil exibirá 20 episódios, escolhidos entre os 32 apresentados. O foco do programa desta semana é África do Sul, que está sediando os jogos da Copa do Mundo. A equipe do Nova África mostra que, quase duas décadas após o fim do apartheid, mudou pouco a situação do campo: as terras continuam concentradas na mão de 60 mil fazendeiros brancos e os negros que migraram para as cidades entram em conflito com imigrantes negros que vêm de países da região.

    A posse de terra continua sendo uma questão delicada. O domínio bôer e o colonialismo britânico resultaram na concentração fundiária, com as terras mais férteis do país em poder dos dominadores brancos. Assim, a maioria da população encontra-se destituída do bem mais valioso do país. A equipe do “Nova África” percorreu o interior da África do Sul para conhecer a questão fundiária, visitou fazendas dominadas por brancos e vilarejos zulus de empregados dessas mesmas fazendas.

    Veja fotos do Episódio aqui

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  • April 30th, 2010

    23º Episódio – As riquezas do pós-Apartheid

    Por Aline Midlej

    Caros leitores, não estranhem o título… Vou falar sobre a fama que o vinho sul-africano vem ganhando ao redor do mundo, não de política. Mas é impossível escrever sobre a crescente indústria vinícola da região do Cabo sem falar de Nelson Mandela, por exemplo. Lá atrás, em 1994, quando se tornou presidente, Mandela tinha muitos sonhos e planos para a África do Sul. O fim do regime racista preconizava não apenas a mudança social, econômica e política do país. Muitas transformações começariam a partir dali.

    Por anos o esporte sul-africano não foi representado em grandes eventos. Por anos, o comércio internacional fechou os olhos para o que era produzido na África do Sul. Por anos, o mundo buscou maneiras de retaliar o país que vivia sob um dos regimes racistas mais cruéis da história contemporânea. Pois bem, é a partir do fim desse período de segregação que, o hoje famoso vinho sul-africano, desperta.

    A tradição de fazer vinho já é antiga na região do Cabo. Tudo começou com chegada dos franceses no século XVI. Os primeiros tipos de uvas se adequaram bem ao clima mediterrâneo dessa parte da África. O cenário é paradisíaco e proporciona condições climáticas perfeitas para a produção vinícola. Os oceanos Atlântico e Índico se encontram ali e trazem a brisa natural para os vinhedos. Eles ocupam grandiosas montanhas ao longo da costa.

    Stellenbosch lembra uma cidadezinha europeia que ainda preserva na arquitetura, na rotina, a cultura dos que para cá vieram há mais de quatro séculos. Restaurantes de culinária internacional hoje recebem turistas de várias partes do globo em busca de… das… Degustações! Visitamos um dos locais que oferecem a degustação. Mais parece uma taverna, daquelas que imaginamos lendo os livros medievais. Com um passaporte, que custa o equivalente a 15 reais, você prova seis tipos diferentes de vinho. Logo ao lado, uma mesa com variados queijos. Quem pensa que tem hora pra esse tipo de programa naquela região, está muito enganado. Encontramos dezenas de turistas degustando vinho às 10 horas da manhã!

    Em meio a tantas descobertas gastronômicas, num rápido passeio de carro pelos vinhedos de Stellenbosch, conhecemos os bastidores dessa riqueza do pós-apartheid. Os negros são, majoritariamente, trabalhadores braçais nas plantações. Não há brancos na colheita, mas sim à frente das grandes empresas. As delícias produzidas por essa indústria ainda escondem a desigualdade social herdada do Apartheid. Os desafios são muitos. O maior deles é inserir os negros num setor ainda dominado pelos brancos. E mais, distribuir as riquezas para todos os envolvidos de forma mais justa. Em meio a tanto crescimento e otimismo, os trabalhadores negros nas plantações de Stellenbosch ainda têm que abrir mão das horas de descanso para garantir um salário melhor no final do mês.

    Apresentação sexta-feira, 30 de Abril, às 22h na TV Brasil.

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  • April 30th, 2010

    23º Episódio – O vinho da África do Sul




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