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O ritmo do Pará - parte 1

O diálogo intenso entre a música indígena e negra no Brasil

Nova Amazônia

No AR em 10/06/2016 - 22:30

“Que batuque é esse? Que batuque forte. É tambor de índio, é tambor de negro, é tambor do Norte [...] E no tambor do índio, o negro tocou. E no tambor do índio, o negro tocou. O negro se misturou ao nosso teretetê. E os nossos versos caboclos viraram carimbó e bangoê”. Nesses versos, Dona Onete, cantora e compositora paraense, sintetiza a força e a diversidade da música do Pará. Ainda que soe como uma visão essencialista calcada na divisão de matrizes culturais, essa canção expressa o diálogo intenso entre a música indígena e negra no Brasil, temperada ainda pela influência caribenha - tudo isso só possível nesse estado que é um dos mais musicais do país.


O Pará nos deu o carimbó, o lundu, a lambada, o tecnobrega, além de outras dezenas de ritmos forjados, revisitados e misturados por lá. Numa série de dois programas, o Nova Amazônia procura conhecer um pouco mais da música paraense, do tambor do carimbó ao sampler do tecnomelody, da famosa distribuição independente ao resgate dos velhos mestres da cultura popular.


A apresentadora Barbarah Israel visita a casa de Dona Onete, a diva do carimbó chamegadoNesse primeiro episódio discutimos um pouco o carimbó, abordando três vertentes deste ritmo que tem influência da música indígena, negra e europeia: o Grupo Sancari, com o carimbó de raiz; Dona Onete e o carimbó chamegado; e Lia Sophia – cantora jovem, com o carimbó pop. A partir deste ritmo central na cultura do Pará, adentramos o universo da música, mostrando o movimento de resgate dos mestres da cultura popular e a revisitação dos ritmos tradicionais pela música eletrônica.




Ficha técnica:

Apresentação: Barbarah Israel
Direção: André Marques

Criado em 08/10/2014 - 13:52 e atualizado em 09/06/2016 - 13:34

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