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Entrevista com Ery Costa, o Xavier Voss da novela Windeck

A primeira novela africana exibida no Brasil, Windeck – Todos os Tons de Angola, entra na reta final cheia de emoções e ainda com um grande mistério a ser esclarecido: a morte de um personagem central, o vilão Xavier Voss, dono da revista Divo, que é o palco da luta por glamour e poder da trama. “Meu personagem é um dos antagonistas da novela, ele é terrível. Do Xavier pode-se esperar tudo. Ele é extremamente poderoso. Tudo pra ele é fácil e o que não é, ele compra”, resume o ator angolano Ery Costa em entrevista.

Na novela, o "todo poderoso" confia na filha, Luena, uma mulher glamourosa, inteligente e pragmática, a quem coloca como chefe para gerenciar e pôr ordem na Divo. Extremamente conservador, Xavier se sente traído quando descobre a homossexualidade dela. "Para o Xavier Voss, aquilo é uma doença que tem cura e ele faz todos os esforços para mudar a ‘opção sexual’ da filha, pois, para um empresário bem sucedido, de família tradicional, ele acha que seria um escândalo caso a sociedade descobrisse que a filha gosta de outra mulher”, explica Ery. No entanto, diz que “as pessoas aceitaram bem, pois é uma realidade em todo o mundo. O Xavier Voss é quem não aceitou”. Para um empresário bem sucedido, de família tradicional, seria um escândalo caso a sociedade descobrisse que a filha gosta de outra mulher. No país, as pessoas dificilmente assumem a sexualidade", diz Ery.


Para Ery, Windeck retrata muito bem a sociedade angolana, sobretudo no papel que a mulher ocupa atualmente no país. Na trama, muitas mulheres ocupam cargos de liderança. "Acho que as mulheres se identificaram com a história, as tramas e os personagens", pontua.


Na novela, trabalhar na Divo confere status e, por isso, muita gente luta para conquistar uma vaga na empresa de Xavier. Afinal, o que é preciso para trabalhar na revista? Ery Costa responde:

A novela africana tem sido transmitida na TV Brasil em seu idioma original, que é o português de Angola. Este se assemelha muito ao falado no Brasil. Mas existem algumas expressões que não são muito usuais para os brasileiros. Por isso foi criado um glossário com os verbetes utilizados na trama, acesse aqui. Ery Costa apoia a iniciativa e reafirma que não há necessidade de dublar a novela. "Nós angolanos consumimos muito as novelas e os produtos brasileiros. Estamos acostumados e entendemos perfeitamente tudo o que os brasileiros dizem. Nós falamos a mesma língua, apesar de não falarmos igual", avalia.

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Criado em 22/04/2015 - 21:27 e atualizado em 23/04/2015 - 09:30

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