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Tons finais de Windeck na TV Brasil

Após cento e vinte capítulos, a primeira novela africana exibida no país chega ao fim, nesta terça-feira, 28 de abril, às 23h, na TV Brasil. Além do sotaque, Windeck – Todos os Tons de Angola é saudada pelo ineditismo de veicular, na tevê brasileira, uma história em que os negros aparecem nos papeis principais.

O folhetim foi ao ar, de segunda a sexta, às 23h, agradando ao público, especialmente em Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). Outras regiões do país também acompanham as lutas por poder e dinheiro que se passaram, na maior parte do tempo, na redação da revista de moda Divo.

Premiações, temas polêmicos e repercussão do folhetim angolano

Além dos mocinhos, os vilões também fizeram sucesso. "Sedução, inveja e intriga acabam por nos cativar", dispara a atriz Grace Mendes, que interpreta a ambiciosa Rosa. A trama também contou com a participação brasileira. Rocco Pitanga (foto), irmão da atriz Camila Pitanga e filho do também ator Antônio Pitanga, deu vida a Gabriel Castro, diretor criativo da empresa japonesa Skylight. Na história, ele foi à Angola fotografar uma nova campanha.

 

Xavier Voss, Vitória Kajibanga e Kiluanji Voss

O ator Ery Costa, que viveu o todo-poderoso Xavier Voss, acredita que os personagens, mesmo quando perversos, criam uma empatia com as pessoas. "Apesar de ser mal, muita gente se identifica", resume o intérprete do dono da revista Divo, que foi assassinado e concentra as maiores atenções no capítulo final sobre quem o matou. "Windeck veio revolucionar toda uma estrutura da teledramaturgia angolana porque foi a novela que teve o maior impacto em Angola, e não só, visto que fomos indicados para um Emmy", pondera o artista.

De acordo com a assessora da Empresa Brasil de Comunincação (EBC) para temas ligados à África e à América Latina, Sahada Luedy, o produto audiovisual permitiu a interação de diversas áreas dentro da empresa. Para fora, recebeu o apoio da sociedade. A novelaa foi, inclusive, agraciada com o Prêmio Camélia da Liberdade por movimentos de igualdade racial. "O negro, nem na ficção, tinha o direito de sonhar. É tarefa da televisão pública aumentar a presença do negro nas telas", frisa Sahada ao destacar que ao folhetim traz um outro olhar sobre o continente africano, sem o estigma de exótico e miserável.

Assuntos como violência doméstica, alcoolismo, homofobia e novos modelos familiares também estiveram nos capítulos de Windeck. Exibida sem dublagem, a novela teve um glossário com quase mil palavras e expressões angolanas em sua página no site da TV Brasil. Mais do quer trazer a língua, a produção aproximou parte dos brasileiros do outro lado do Atlântico, mas diferente do que ocorreu no passado, não foram escravos que aportaram, mas astros de tevê e a liberdade artística de todo um povo.

 

Movimentação e torcida do público nas redes sociais

Par romântico: Ana Maria e KiluanjiNa página brasileira da rede social de Windeck, seguida por mais de cinco mil pessoas, a moradora da cidade de  São José (SC), Fátima Taboas, registra o sentimento com o fim da trama. "Estou triste, vai acabar a minha novela favorita. Ela me faz tão bem, me inspira, minha autoestima está lá em cima".

O público também manifesta opiniões diversas em relação ao desfecho do principal par romântico: Ana Maria (Nadia da Silva) e Kiluanji Voss (Celso Roberto). "Ana Maria é muito boba, chata, sem atitude, mas deve terminar bem como o bazeza (pateta)", classificação dada ao mocinho Kiluanji, através da gíria angolana, pela internauta Meire Sousa, de Pacajus (CE). O comentário vem rebatido pelo gaúcho Regis Shumacher. "Acho que ela não deveria ficar com o Kiluanji, pois ele não merece, foi um trouxa o tempo todo e ela merecia alguém que lhe desse valor". Muita gente também falou sobre a antagonista Vitória Kajibanga (Micaela Reis), irmã da protagonista.

Fonte: Rodrigo Ricardo/TV Brasil

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Criado em 28/04/2015 - 16:08 e atualizado em 28/04/2015 - 16:18

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