Observatório da Imprensa

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  • Cl√°udio Guerra, um matador arrependido

    Alberto Dines entrevista o ex-delegado do DOPS Cl√°udio Guerra

    Na pr√≥xima edi√ß√£o, o Observat√≥rio da Imprensa traz uma entrevista especial com o ex-delegado do Dops Claudio Guerra, matador implac√°vel de quase uma centena de pessoas.¬†Na Comiss√£o Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro. Os dois com o envolvimento dos agentes de repress√£o do DOI-CODI do Rio de Janeiro.¬†Em entrevista ao apresentador Alberto Dines, o hoje pastor Claudio Guerra, conta como migrou do Esquadr√£o da Morte para elimina√ß√£o de esquerdistas em 1973, no auge da repress√£o pol√≠tica. Ele foi o homem de confian√ßa do coronel Freddie Perdig√£o, chefe do SNI, respons√°vel por dezenas de v√≠timas durante os 21 anos do Regime Militar. Ele detalhou como descobriu uma maneira de ocultar os cad√°veres da esquerda: incinerando os corpos em uma usina de a√ß√ļcar em campos, no Rio de Janeiro.¬†No programa, Claudio Guerra faz um apelo √† Comiss√£o Nacional da Verdade para aprofundar os depoimentos dos envolvidos na repress√£o. E diz que ‚Äún√£o tem como restituir as vidas que foram tiradas, mas pode cooperar com o esclarecimento da verdade e reconhecer que foi um erro. Que n√£o se repita‚ÄĚ.

Com 11 jornalistas mortos na S√≠ria e no Iraque s√≥ em 2014, o Observat√≥rio da Imprensa volta a tratar da dificuldade dos profissionais de informar em zonas de conflito, principalmente no Oriente M√©dio. As decapita√ß√Ķes de jornalistas s√£o postadas na internet, como foi o caso de Stephen Sotloff, de 31 anos, que escrevia para as revistas Time e Foreign Policy, e chocaram o mundo. A cena √© recorrente e foi divulgada pelo Estado Isl√Ęmico atrav√©s do grupo de monitora√ß√£o terrorista SITE. H√° poucos meses, um v√≠deo com o assassinato de outro jornalista americano, James Foley, tamb√©m foi divulgado como protesto √† pol√≠tica de Obama.

Atualmente, h√° mais de 30 jornalistas em poder do Estado Isl√Ęmico. A imprensa √© feita ref√©m para se tornar porta-voz dos interesses dos sequestradores. Os terroristas tamb√©m utilizam as m√≠dias sociais, especialmente Facebook e Twitter, onde n√£o h√° censura, para fazer campanhas de ades√£o √†s suas causas.

A Campanha Emblema para a Imprensa (PEC, na sigla em inglês), entidade com sede em Genebra que defende a criação de regras internacionais para proteger jornalistas em zonas de guerra, emitiu nota de protesto contra a barbárie do assassinato do segundo jornalista americano, pedindo ação urgente do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Líderes europeus, além do presidente americano já iniciaram ofensivas aos jihadistas, mas ainda nenhuma proteção efetiva foi tomada para proteger os profissionais de imprensa.

Hor√°rio: 
Terça às 19h30
Descri√ß√£o: 
Programa analisa os riscos que sofrem os repórteres correspondentes na cobertura das guerras no Oriente Médio.

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