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Publicidade e celebridades

Profissionais reconhecidos devem usar sua popularidade para vender

Observatório da Imprensa

No AR em 18/03/2014 - 23:00

Pauta

Editorial

Dos Telespectadores

Assista na Íntegra

 

Pauta:

O Observatório da Imprensa da próxima semana vai mostrar como artistas e jornalistas usam a imagem para vender produtos em comerciais de televisão. A Friboi, que pertence ao maior produtor de carne do mundo, contratou o cantor Roberto Carlos e a apresentadora Fátima Bernardes para estrelarem a publicidade milionária da marca. A campanha, iniciada no ano passado com o ator Tony Ramos, já rendeu ao grupo 300 milhões de reais.

Para debater este tema, Alberto Dines conta com a participação do historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo, biógrafo de Roberto Carlos; do escritor e publicitário Adilson Xavier e da colunista do Estadão, Cristina Padiglione.

 

Editorial:

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

O negócio da fama e a fama como negócio fazem parte desta nossa era do espetáculo e do comércio, da qual o cantor-compositor Roberto Carlos tornou-se símbolo.

O rei, ídolo das multidões, não chega a ser um filósofo, mas ultimamente tem nos propiciado uma rica agenda de reflexões. No ano passado, liderou a cruzada contra biografias não autorizadas. Agora nos empurra para um debate sobre os abusos da propaganda.

A figura humana convertida em anúncio remonta aos tempos da Revolução Francesa com os vendedores de panfletos, os gansos, grasnando manchetes. Em seguida, apareceram os camelôs apregoando suas ofertas. Ainda hoje, no centro de algumas cidades brasileiras, vemos os perna-de-pau com os reclames pendurados na frente e nas costas.

O garoto-propaganda e a garota-propaganda da televisão pertencem à última geração de vendedores que, num mundo atravancado de apelos, para chamar a atenção e sobressair, precisam ser conhecidos, acreditados e sobretudo, admirados.

Pergunta-se: quem fabrica as admirações? Os meios de comunicação, a mídia, sobretudo a mídia eletrônica. E o que é a mídia eletrônica? Uma concessão pública. Significa que, às custas da sociedade, fabricam-se notoriedades que logo acionarão as caixas registradoras dos famosos e célebres.

Mais grave é o caso de jornalistas e comunicadores que conquistam a credibilidade numa concessão pública para logo a desbaratarem como camelôs de carnes, frangos, embutidos e telefônicas.

O debate é apaixonante e devemos creditá-lo a Roberto Carlos, o poeta da mulher, da mãe, da baixinha, da gordinha, das baleias e agora do filé sangrento.

 

Dos Telespectadores:

E-mails:

Rafael Campos
Boa noite. Estou vendo a Tv Brasil e gostaria de chamar atenção para o caso do Joel Santana e do Pelé, que venderam suas respectivas imagens para a Head & Shoulders. Algo grave, tendo em vista que, há alguns dias, o Greenpeace Internacional apresentou um relatório acusando a P&G de desmatar imensas áreas de floresta tropical na Indonésia, tendo como finalidade a extração de óleo de palma. Muito perigoso diante da crise ambiental mundial.

Erci Pinheiro
Olá, embora goste muito do Roberto Carlos desde jovem, também achei decepcionante vê-lo fazendo anúncio da Friboi. Ele não tem necessidade disso. Mas não foi só ele que me decepcionou. A Ivete Sangalo, de quem tanto gosto, faz anúncio de incentivo a bebidas. Acho isso o fim da picada, pois ela não precisa desse dinheiro. Os famosos que têm grande influência sobre o povo devem refletir um pouco mais ao aceitar certos tipos de comerciais.

Cleber de Oliveira Amorim – Bacharel/Licenciado em História
A estratégia para vender produtos acabou se transformando, concomitantemente com todos os envolvidos, em mais um produto a ser consumido, mostrando que a falta de criticidade das pessoas provoca a coisificação de tudo e todos os envolvidos, que acabam apresentando seus respectivos preços.

Telefonemas:

Graça, São Paulo – Escritora
Decepcionante a imagem do Roberto Carlos ligada à Friboi. Do romantismo passou ao grotesco, aderindo ao império publicitário e iludindo os brasileiros que tinham nele o único ídolo confiável num Brasil sem rumo e sem esperança.

José Sérgio Guimarães, Mariana / MG – Técnico de mineração
Com relação ao Roberto Carlos, além de ser ridículo, ele não come a carne. E o Felipão está faturando uma grana nos comerciais das marcas que nem estão patrocinando a Copa.

Adeilson Cabral, Vitória / ES
Por que tanta perda de tempo em discutir sobre propaganda e celebridades? É a maior futilidade esse debate.

José Simplício Tenório, Rio de Janeiro – Pedreiro
Parabéns pelo debate. Concordo com os debatedores. Eu deixo de assistir a programas por causa dos comerciais irritantes e sempre assisti à Tv Brasil porque não tem comerciais.

 

Assista na Íntegra:




Apresentação: Alberto Dines

Como assistir
Participe
Arquivo dos programas anteriores à 29 de maio de 2012

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Criado em 14/03/2014 - 01:34 e atualizado em 03/04/2014 - 17:43

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