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Aprender a sonhar

Jovens contam desafios enfrentados para conseguir cursar a faculdade

Olhar Nacional

No AR em 03/06/2018 - 16:30

Uma quilombola, uma filha de empregada doméstica, uma índia Pataxó, um filho de pescador, uma sem-teto. Esses e outros personagens reais, oriundos de diferentes periferias do Brasil, acessam o ensino superior e narram suas trajetórias repletas de muitos desafios, preconceitos, dificuldades, mas, sobretudo, de muita vontade de melhorar suas condições de vida e as condições de suas respectivas comunidades, por meio da educação e da capacidade de “Aprender a Sonhar”.

Aprender a sonhar: Jovens contam desafios enfrentados para conseguir cursar a faculdade
Aprender a sonhar: Jovens contam desafios enfrentados para conseguir cursar a faculdade - Divulgação/Caranguejeira Filmes

Episódio 1 – Ultrapassando fronteiras
Marina, neta de escravos, estudante de medicina, estranha o fato de não haver negros e mulheres representados na parede de retratos dos coordenadores da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil, a Faculdade de Medicina da Bahia. Entre Salvador e o Quilombo de Quenta Sol, ela narra como é ultrapassar a fronteira desses dois mundos distintos. A arquiteta Edjane, por sua vez, personagem de matéria de jornal em 2005, quando ingressou na primeira turma de cotas da UFBA, conta como é deixar de ser a filha da empregada doméstica para se tornar colega de profissão do ex-patrão da mãe.

Episódio 2 - Permanecer
Marina sai do Quilombo para estudar medicina na cidade grande com a roupa do corpo e sem dinheiro. Durante seis meses, vai para a faculdade com a única roupa e se alimenta com farinha e sal. Enfrenta preconceito de professores, estuda muito, pega uma doença grave, é desenganada, mas se recupera de forma surpreendente, até mítica. Edjane, por sua vez, chegou a achar que não conseguiria vencer a resistência de uma faculdade elitista ao ver, em seus bancos, uma filha de empregada doméstica, negra sonhar com o diploma de arquitetura. Já Nadijane, uma sem-teto com três filhas, sonha em cursar Direito, tira nota suficiente no Enem, mas não consegue entrar na universidade pública.

Episódio 3 – Faculdade do particular
Edjane, arquiteta, filha de empregada doméstica, busca a segunda graduação. Ela sente falta da excelência do ensino público superior e discorre sobre as limitações do ensino privado. Nadijane, sem-teto com três filhas, resolve recorrer a uma faculdade particular uma vez que não conseguiu ingressar numa pública; consegue acompanhar o curso, mas relata suas limitações. Alan, filho de pescador, foi personagem de reportagem de jornal, em 2005, por conta das dificuldades enfrentadas para cursar Filosofia numa universidade pública. Hoje, professor de uma faculdade particular, ela reflete sobre os benefícios e limitações do ensino privado.

Episódio 4 – Universo do público
Arissana, primeira estudante indígena na Bahia a acessar a universidade pública pelo sistema de cotas, conta como é deixar sua aldeia para viver o mundo acadêmico, com todas as dificuldades de adaptação e aceitação, e como a educação formal contribui para o desenvolvimento de sua arte tradicional. Ela ressalta o forte apoio dado pela professora Maria Hilda, ativista que denuncia como o sonho dos índios em acessar o ensino superior está fortemente ameaçado. Como no caso de Taquari, Pataxó estudante de Direito, que vislumbra ter a cultura indígena bem aceita e aproveitada na universidade.

Episódio 5 – Para onde vamos?
As trajetórias acadêmicas de jovens de periferias, negros, quilombolas e personagens retratados ao longo da série revelam a luta constante por reconhecimento, o enfrentamento de preconceitos e dificuldades financeiras e sociais, mas, sobretudo, o desejo de transformar a realidade e as condições de vida de suas comunidades, historicamente excluídas, num longo e belo caminho em busca da diminuição das desigualdades sociais.

Região: BA - Nordeste
Direção: Vítor Rocha
Produção: Caranguejeira Filmes

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