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Falta sala de aula, mesa e livros. Em Bissau as crianças são obrigadas a levar até mesmo os banquinhos para a escola.
14/12/09 22:42
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Esta afirmação veio a que prepósito? novidades não é! quero saber o que se fez/ou está sendo feito para banir esta epidemia. Namastê.
acho que a reportagem é boa,mas feita à forma actual de jornalismo televisivo,igual a fast food.ou seja,não há tempo para ir ao fundo das questões.O drama do ensino na Guiné-Bissau, foi a sua massificação,em termos de escolas e número de alunos, sem acautelar,primeiro, as condições físicas(espaço físico) e de pessoal qualificado para poder exercer a profissão.Existem escolas se formação de professores,mas estes acabam imigrando,sobretudo para Cabo Verde,onde têm melhores condições.Isto diz tudo.
É a herança colonialista, mas é, sobretudo,o vil contributo dos governos post-Luis Cabral, o grande sonhador que o país voltará a ter mui dificilmente.
Com certeza essa garra do povo de Guiné Bissau é resquício da revolução que levou a independência do país, assim como disse o Reitor. Mas é inconcebível que a injusta distribuição de renda no mundo continue levando milhares de seres humanos a condição de miséria como a que a reportagem mostra. Mesmo com tantos esforços e dedicação dos professores e alunos fica uma grande pergunta: que perspectivas terão esses sujeitos? Acredito que os participantes das grandes cúpulas mundiais dariam mais contribuições ao mundo se deixassem de lado as vaidades e a busca ensandecida por ações que gerem lucros e dominação. Paulo Freire, em Cartas à Guiné Bissau já apontava a garra dos irmãos africanos e a necessidade da educação se consolidar como um sustentáculo da revolução, mas estruturalmente ele sabia e nos sabemos que só a educação não resolve a condição de miséria de um povo.
Não concordo, quando o jornalista fala da má distribuição de renda. Apenas não concordo, porque não há renda alguma para distribuir.
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