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A expansão da imprensa alternativa no exílio

O regime se fecha com o AI-5 no Brasil

Resistir é Preciso

No AR em 05/05/2017 - 03:00

Militante Ricardo Zarattini fala sobre os jornais da imprensa alternativa em que atuou no exteriorEste episódio de Resistir é Preciso destaca que a imprensa alternativa foi muito importante no exílio. Fugindo da violência da ditadura, armada com o AI-5,  10 mil brasileiros se refugiaram em outros nações. Surgem folhetos, jornais, revistas na Suécia, Chile, Dinamarca, Uruguai, Alemanha, Argentina, Argélia, México, Itália e França, entre outros países.

Em 1970, na França, nasce a revista "Debate". No Chile, durante o governo de Salvador Allende,  surgem vários periódicos como "Cartas chilenas", "Palmares", "Temas e debates", "Campanha", "Unidade e luta", "Correio Sindical".

Com a queda de Allende, os brasileiros correm para as embaixadas de outros países. José Mario Rabêlo fala do sufoco que foi a vida nas embaixadas e a luta para conseguir asilo. Ainda mais para ele que estava com a mulher e seis filhos.

No Chile, os militantes não podiam mais ficar e manter suas publicações. Mas a imprensa no exílio se espalhou para o Peru, Costa Rica e Canadá. Na Argentina, os brasileiros lançaram o “Correo del Brasil”. Já nos Estados Unidos, os novos títulos da imprensa alternativa foram "Order and Progress", em Boston e "Brazilian Information Bulletin", em Berkely, na Califórnia.

Na Argélia, sob a direção de Miguel Arrais, o jornal "FBI" foi uma publicação que correu mundo. Enquanto isso, na Itália aconteceu o Tribunal Internacional Bertrand Russel que denunciou os crimes da ditadura brasileira. Ali circularam muitos cartazes e folhetos. Os exilados prensavam discos de musica brasileira, que faziam sucesso.

Na França, com liberdade e apoio, os exilados criaram a revista “Brasil Socialista” que era reimpressa em território nacional. Os militantes do PC do B foram para a Albânia onde  trabalhavam na Rádio Tirana fazendo uma programação dedicada ao Brasil.

Os militantes exilados faziam tudo para denunciar a ditadura e para matar a saudade da terra natal, o Brasil. A volta para casa foi emocionante.




Direção: Ricardo Carvalho
Produção: Pablo Torrecillas e Rodrigo Castellar

Criado em 01/04/2014 - 20:30 e atualizado em 03/05/2017 - 11:43

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