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Vou me embora para a clandestinidade

A publicação de jornais alternativos era uma esperança no período da

Resistir é Preciso

No AR em 12/05/2017 - 03:00

Franklin Martins voltou de Cuba para reorganizar o MR-8O casal Cesar e Amelinha Teles sobreviveu à torturaNo Resistir é Preciso de hoje você vai ver que a imprensa clandestina produzida por militantes de partidos políticos considerados ilegais manteve-se como uma chama de esperança durante todo o período da ditadura. Logo depois do AI-5, a dissidência comunista do PCB fez circular o jornal "Resistência". Esse mesmo grupo adere à luta armada e sequestra o embaixador americano para trocá-lo por quinze companheiros presos. Nasce ali o MR-8.

O jornalista Franklin Martins, que participou do sequestro, vai para Cuba e volta ao Brasil para reorganizar o MR-8. Mas é obrigado a se asiliar na França. Em 1977, de novo no Brasil, participa da elaboração do jornal "Unidade Proletária", publicação conjunta do MR-8 e da Ação Popular.

No mesmo periódo, Ricardo Zaratini volta ao Brasil clandestinamente e participa da produção do jornal "O Companheiro", voltado para o movimento sindical. Nessa mesma linha, "Voz Operária" era produzido na clandestinidade. O PCB também faz circular "O Combate", jornal para o movimento operário. Muito outros jornais passam a ser publicados na clandestinidade, como o  "Política Operária".

O programa mostra quel, para a maioria dos militantes, ir para a clandestinidade significa deixar a família. Alguns, porém, como o jornalista Carlos Azedo, então militante da Ação Popular, foram com a família na condição de clandestinos, todos com nomes e documentos falsos. Azedo, que editava o jornal "Libertação", da AP, conta como era a vida da família nessa condição. Ele também participou da equipe que produziu o "Livro Negro da Ditadura Militar" e, mais tarde, contribuiria para a produção de "A Classe Operária", do PCdoB. Também era colaborador do "Movimento".

A gráfica que imprimia tudo isso ficava num sítio na região de Embu das Artes, na grande São Paulo. O jornalista Duarte Pereira dirigia o jornal e a gráfica, que nunca foi descoberta pelos militares.

Você vai ver ainda que até 1973, o jornal "A Classe Operária" foi produzido pelo casal Cesae e Amelinha Telles, sob a direção do jornalista Carlos Danelli. O casal teve seus dois filhos na clandestindade e todos foram presos. Danelli foi assassinado no DOI-CODI e Cesar e Amelinha muito torturados.

Um golpe ainda mais duro foi desfechado pela ditatura contra os dirigentes do PCdoB, em 16 de dezembro de 1976: o massacre da Lapa. Os militares surpreenderam uma reunião do comitê central e três dirigentes foram assassinados - Pedro Pomar, Leonardo Arroyo e João Batista Drumond - e vários outros foram presos.

 




Direção: Ricardo Carvalho
Produção: Pablo Torrecillas e Rodrigo Castellar

Criado em 02/04/2014 - 19:45 e atualizado em 08/05/2017 - 17:44

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