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Um herói do samba

Episódio faz uma viagem musical pela carreira de Zeca Pagodinho

Samba na Gamboa

No AR em 19/10/2018 - 21:45

Neste episódio do Samba na Gamboa, Diogo Nogueira recebe um herói do samba, o irreverente Zeca Pagodinho. O encontro é uma viagem musical pela trajetória do menino que desde a infância trocava as aulas na escola para ler na cartilha das rodas de samba. E, mesmo cultivando a simplicidade e o conhecido medo de avião, levou o gênero para palcos do mundo inteiro.   

Confira trecho deste episódio aqui

Ao lado de Diogo Nogueira, Zeca relembra alguns dos maiores clássicos da carreira, como “Lama nas ruas”, “Deixa a vida me levar”, “Verdade” e “Coração em desalinho”. Além de comentar sobre o mais recente trabalho, ao lado de Maria Bethânia, ele relembra o passado, nos pagodes no Cacique de Ramos, quando teve que mostrar talento e atitude para ser aceito. Apesar da fama, o sambista faz questão de cultivar os amigos e os hábitos da infância nos bairros de Irajá e Del Castilho, no Rio de Janeiro. Mito nos palcos, Zeca também revela seu esforço para preservar a vida simples. No sítio em Xerém, onde curte o papel de avô, assiste a novelas e também realiza um projeto social.   

Diogo Nogueira recebe Zeca Pagodinho no Samba na Gamboa
Diogo Nogueira recebe Zeca Pagodinho no Samba na Gamboa - Divulgação/TV Brasil

Filho de Seu Jessé e Dona Irinéia, Zeca nasceu em Irajá no dia 4 de fevereiro de 1959. Ainda menino, já despontava nas rodas de samba nos quintais da família, na Zona Norte do Rio. Após cursar a quarta série, sua escola foi formada pelos professores do samba: Candeia, Cartola, Monarco, Almir Guineto e pelas inesquecíveis rodas de samba do Cacique de Ramos.  
 
Foi a madrinha Beth Carvalho que gravou o primeiro sucesso de Zeca: “Camarão que dorme a onda leva”. Em seguida, Alcione interpretou o clássico “Mutirão de amor”. Começava a correr pelo país o talento dos versos do sambista que se tornaria um herói do gênero. O estouro veio no disco “Raça Brasileira”, com os então talentos que despontavam nos terreiros de samba da cidade. Zeca emplacou “Mal de amor”, “Garrafeiro”, “Bagaço da laranja” e “A Vaca”. O disco vendeu 100 mil cópias, tornou-se um marco e ajudou a gravar o nome dessa geração na história da música popular carioca. Seu disco solo veio em 1986. Atingiu um milhão de cópias vendidas. O menino franzino que rodava a cidade de ônibus levando seu cavaquinho num saco de supermercado tinha virado um fenômeno.

Samba na Gamboa faz uma viagem musical pela trajetória de Zeca Pagodinho
Samba na Gamboa faz uma viagem musical pela trajetória de Zeca Pagodinho - Divulgação/TV Brasil

Carismático e versador brilhante, o compositor se tornou célebre em eternizar as dores de amor e os costumes do povo em sambas com tom de crônicas populares. “Judia de mim”, “Brincadeira tem hora”, “Quando eu contar Iaiá” e “Coração em desalinho” se tornaram clássicos assim que nasceram. Após outros discos de sucesso, em 2002, venceu o Grammy no quesito “Melhor álbum de samba”, com “Deixa a vida me levar”, o hino da Copa do Mundo. É uma das muitas celebrações da vida do artista, que fez dos terreiros do samba seu maior palco. Recentemente, o encontro com Maria Bethânia gerou uma turnê de sucesso: “De Santo Amaro a Xerém”. Os dois ídolos rodaram juntos várias capitais para levar o fruto de um trabalho que começou no “Quintal do Pagodinho”. 

Nesse episódio, Zeca narra a Diogo seu esforço para, apesar de se manter há décadas no centro dos holofotes, manter a simplicidade e o cotidiano do Jessé, pai de família, avô, fiel aos seus amigos e ao projeto que criou em Xerém. Idealista, Zeca acredita na música como melhor futuro para as crianças. Um herói do Brasil. 

Tags:  zeca pagodinho

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