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Raça Brasileira

Um mergulho no samba de raiz através das histórias de dois bambas

Samba na Gamboa

No AR em 23/11/2018 - 21:45

Este episódio do Samba na Gamboa mergulha no universo das rodas de samba através das histórias dos bambas Pedrinho da Flor e Elaine Machado, revelados ao país através do antológico LP "Raça Brasileira". No repertório, canções que se tornaram clássicos do movimento que espalhou pelo Brasil a paixão pelo samba de raiz, como “Boca sem dente”, “Menor abandonado”, “Raça brasileira”, “Ainda existe amor”, “Bagaço da laranja”, “Camarão que dorme a onda leva” e “Vai vadiar”. Eles contam sua trajetória desde as rodas do Cacique de Ramos e o orgulho por pertencer a uma geração de sambistas que transformou a música que brotava no fundo dos quintais em fenômeno de vendas.

Samba na Gamboa mergulha no samba de raiz através das histórias dos bambas Pedrinho da Flor e Elaine Machado
Samba na Gamboa mergulha no samba de raiz através das histórias dos bambas Pedrinho da Flor e Elaine Machado - Divulgação/TV Brasil

Pedrinho da Flor já ganhou samba-enredo do Salgueiro, Unidos da Tijuca e Império da Tijuca. Ex-presidente da Flor da Mina do Andaraí, já integrou as alas de compositores de várias agremiações tijucanas. Esse contato boêmio passou para as rodas de samba. Depois, foi ritmista do grupo de samba Sambaslan, além de cantor e compositor.  É autor de sucessos como “Menor abandonado”, “Boca sem dente”, “Clínica geral” e “Eu menti”, e um apaixonado pelas escolas de samba. Através de amigos, chegou às rodas do Cacique de Ramos, onde, após defender alguns sambas, ganhou o respeito dos bambas do Fundo de Quintal. 

Elaine Machado é um dos expoentes da força feminina do samba. Seu sonho, desde os 17 anos, era cantar. Então se aventurou como caloura no Chacrinha. Ela relembra que, na época, era difícil para uma mulher se tornar cantora de samba. Depois, por causa do casamento, a artista se afastou da vida boêmia. Após sua separação, passou a frequentar a Casa de Bamba de Vila Isabel, onde conheceu Martinho da Vila, Beto sem Braço e Tião Graúna. Beto acabou virando padrinho de Elaine e a levou para o Cacique de Ramos, para várias escolas de samba e locais importantes da época, dando visibilidade ao seu talento. Foi com a geração da famosa tamarineira do bloco de Ramos que passou a integrar o “Raça Brasileira”. Foi um dos discos mais emblemáticos do movimento que, então, era conhecido como “pagode carioca” e hoje mais chamado de samba de raiz. 

Produzido por Milton Manhães, em 1985, para a gravadora RGE, o disco atingiu sucesso de vendas, projetando uma geração de sambistas que já faziam sucesso nas rodas de samba. Virou um marco do movimento cultural que levaria ao conhecimento de todo o país o talento de uma geração de sambistas. À época, o “pagode” começava a ganhar mais espaço na indústria fonográfica após a profissionalização do grupo Fundo de Quintal e o sucesso de ex-integrantes, como Almir Guineto e Jorge Aragão. O Raça Brasileira eternizou sucessos como “Leilão”, de Beto Sem braço e Zeca Pagodinho, “Feirinha da Pavuna”, com Jovelina Pérola Negra, “A Vaca”, de Ratinho e Zeca Pagodinho, “Bagaço da Laranja”, de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, e “Raça Brasileira”, que acabou virando uma canção-hino da época. 
 

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Criado em 21/11/2018 - 15:45

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