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O canto e a composição musical de Vanessa da Mata

Cantora relembra sua trajetória no Segue o Som

Segue o Som

No AR em 12/08/2017 - 14:00

Vanessa da Mata é a convidada deste Segue o Som, que aborda não só a carreira da cantora, como o valor, muitas vezes desprezado, da composição musical.

Confira trecho deste episódio aqui

No bate-papo, a cantora brinca sobre sua canção e álbum também chamados de “Segue o Som”. Para ela, a expressão é muito carioca, leve e segue uma linha diversa de seus trabalhos anteriores, todos com títulos mais pesados e herméticos.

Maurício Pacheco e Vanessa da Mata no Segue o Som
Maurício Pacheco e Vanessa da Mata no Segue o Som - Divulgação

Vanessa relembra que começou a carreira como compositora, sem pensar em interpretar suas canções. Lembra o impacto que teve ao ver Maria Bethânia gravar a sua “A força que nunca seca”. A artista conta ainda que durante a juventude tinha um processo criativo extremamente focado e intenso, se cobrando a meta de compor três músicas por dia. “As minhas amigas iam ficar com não sei quem, ir passar carnaval não sei onde, juntar dinheiro pra não sei o quê. Eu não, eu queria passar a noite escrevendo, era completamente velha, eu me divertia escrevendo. Enquanto todo mundo tava na boate, eu tava escrevendo. Na minha cidade já me diziam – Essa menina é completamente louca.”

Sobre a faceta de cantora, Vanessa contextualiza seu álbum “Delicadeza” como uma variação do padrão mais pop pelo qual vinha passeando. Ela avalia que, se antes sua voz tinha que ter uma emissão muito forte e poderosa para se sobressair entre tantos instrumentos, agora pôde mostrar todo seu timbre e extensão vocal em shows menores e mais intimistas.

Vanessa e Maurício Pacheco também conversam sobre a importância de se valorizar o compositor, que muitas vezes não é contemplado com o mérito e o retorno financeiro devidos. Sobre o fato de compor e cantar suas composições, Vanessa diz que é muito diferente quando você interpreta uma história que é sua, na qual tem que colocar muito mais a cara à tapa, ser ousada.

A cantora fala também de sua veia literária, com o romance que escreveu: “A filha das flores”. Ela explica como sabe que um material rende uma canção e qual precisa ser alvo de um livro. Vanessa diz que as histórias a perseguem, são muito poderosas e não as deixam dormir ou comer enquanto ela não senta para escrever. “Eu acho que vou ser uma velhinha escritora”, finaliza. 

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