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Dona Onete, a rainha do carimbó chamegado

A trajetória da artista que criou um ritmo sensual e cheio de mistura

Segue o Som

No AR em 20/01/2018 - 14:00

A rainha do carimbó chamegado, a paraense Dona Onete, é a estrela deste episódio do Segue o Som, gravado em Salvador (BA). “A música do Pará é muito cheia de mistura, então eu comecei a fazer essas músicas, que falavam de amor, num ritmo mais lento e muito sensual, e assim nasceu esse carimbó chamegado”. O ritmo, criado por ela, mistura lundu africano, o ritmo amazônico do carimbó e a sensualidade latina. 

Confira trechos deste episódio aqui

Dona Onete conta que, antes de enveredar profissionalmente pela música, foi professora de História e Estudos Paraenses, além de ter sido secretária municipal de Cultura: “O fato de eu ter dado aulas de história e, principalmente, de cultura paraense, me ajudou como compositora. Acabei conhecendo muita coisa da cultura da nossa terra, e isso tudo acabou caindo dentro da minha música”, lembra. 

Maurício Pacheco bate um papo com Dona Onete

Maurício Pacheco bate um papo com Dona Onete - Divulgação

Já depois dos 70 anos de idade, Dona Onete, que até então conduzia a música como um hobby, foi descoberta pelo Coletivo Rádio Cipó, um grupo de pesquisa sonora e visual. “Um dia eles me ouviram cantando numa festa de carimbó e acharam que era uma mulher jovem, eles nunca acharam que era uma senhora que cantava, mas gostaram do que ouviram e me chamaram pra cantar com eles.”

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