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Cena musical independente com Negro Leo e Bernardo Oliveira

Edição discute música experimental e de vanguarda

Segue o Som

No AR em 03/03/2018 - 15:00

Este episódio do Segue o Som conversa sobre cena independente e música de vanguarda, fora dos padrões comerciais, com o músico Negro Leo e o pesquisador, produtor e crítico musical Bernardo Oliveira.  Os dois convidados contam um pouco sobre a importância da Audio Rebel, casa carioca que há 10 anos abre espaço para que músicos independentes e artistas experimentais divulguem seus trabalhos e provoquem sonoridades inovadoras. Eles citam, como exemplos, as bandas Chinese Cookie Poets, Baby Hitler, Bemônio e DEDO.

Bernardo destaca ainda o "Quintavant", inicialmente uma linha de programação de música experimental promovida semanalmente na Audio Rebel e que acabou se desdobrando em um selo, e reforça a importância do trabalho realizado pelo espaço sediado no Rio de Janeiro. “O que me interessou na Audio Rebel e na Quintavant foi essa liberdade, muito por conta do proprietário e nosso guia e líder Pedro Azevedo, que viabiliza o negócio, porque é um negócio que tem que sobreviver, e é muito difícil sobreviver quando você aposta em pesquisa de linguagem. A Rebel é um lugar muito mais preocupado em criar demanda do que atender demanda”.

Negro Leo conta um pouco sobre seu mais recente trabalho, o álbum “Niños Heroes”, o qual define como "irmão" do disco anterior, “Ilhas de Calor”. O músico revela que o processo criativo do disco subverteu a lógica padrão: ele entrou em estúdio com outros músicos, como Felipe Zenícola, Thomas Hares e Eduardo Manso, e, juntos, improvisaram, editaram trechos e só depois colocaram a melodia e a letra. "Já tinha ideia de um método, de um procedimento na cabeça que fosse fazer uma composição que não viesse antes, ou seja, que não dependesse do violão ou do piano, da instrumentação, que não fosse uma composição construída, e sim uma composição que é um processo, que vem da improvisação”, explica Negro Leo.

O papo também abre espaço para reflexões e críticas sobre a pasteurização do mercado fonográfico e da produção artística atual, sobretudo a dita “MPB”, que prefere apostar sempre nas mesmas fórmulas seguras e pouco originais. Por fim, Bernardo Oliveira e Negro Leo celebram artistas que vêm conquistando espaços e reforçando o potencial criativo dessa geração que renega rótulos, destacando nomes como Rômulo Fróes, Rodrigo Campos e Juçara Marçal. 

Bernardo Oliveira e Negro Leo no Segue o Som
Bernardo Oliveira e Negro Leo no Segue o Som - Divulgação

Criado em 28/02/2018 - 11:55

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