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A poderosa voz de Ellen Oléria

Cantora aborda seu processo de criação e o poder mobilizador da arte

Segue o Som

No AR em 17/03/2018 - 15:00

A convidada especial deste Segue o Som é dona de uma voz poderosa, tanto literal quanto simbolicamente. Ellen Oléria se popularizou ao ganhar a primeira edição de um reality show musical, mas seu trabalho autoral se estende muito além dessa participação na TV. Tanto em suas composições como em suas interpretações marcantes de clássicos da MPB, Ellen consegue unir hip hop, rap, samba, jazz e várias outras influências e transformar essa mistura em um estilo próprio e único.

No bate-papo com Maurício Pacheco, a cantora fala sobre as influências musicais e históricas presentes no seu mais recente álbum, intitulado “Afrofuturista”, expõe suas visões políticas e avalia como a música pode ser um instrumento poderoso de mudança social.

Ellen revela que seu último disco foi fruto de um desejo de três anos. "Três anos que venho conversando sobre o tema, pesquisando, chegando junto dessas referências... Apesar da gente falar sobre essa conexão com a afro-diáspora, não se trata de uma conexão africana, a gente fala de ancestralidade, fala de origem, mas de um modo muito latino, muito nosso, numa perspectiva muito afro brasileira”.

O papo envereda pelo forte engajamento político de Ellen, que reafirma o poder mobilizador da arte e reflete sobre os rumos do país: “Eu acho que minha geração vive um tempo muito feliz, porque a gente quer ver a revolução acontecer. A gente vive em um país que desde sua fundação é racista, machista, classista, homofóbico, transfóbico e eu quero a revolução já.”

Maurício Pacheco e Ellen Oléria no Segue o Som
Maurício Pacheco e Ellen Oléria no Segue o Som - Divulgação

Ellen comenta também o projeto que integrou chamado Soatá, banda que tocava rock alternativo e carimbó e que durou de 2007 a 2013. O trabalho rendeu o filme “Amundiá Soatá”, sobre o qual Ellen afirma: “Esse projeto foi muito interessante, a gente passou em muitas cidades do interior do Pará encontrando mestres da guitarrada, do carimbó, e compartilhando, aprendendo, ouvindo sobre processos de criação, sobre o ritmo, sobre esse encontro étnico e identitário que é o carimbó, essa presença muito indígena, nas maracas, os tambores africanos, a proximidade com o Caribe...”

Nos números musicais dessa edição, Ellen canta as canções “Zumbi”, de Jorge Ben Jor, e “Verão”, de autoria própria.

Tags:  Ellen Oléria

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