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TV Brasil reexibe “As cores da cidade”, edição do Caminhos da Reportagem

Episódio aborda a história do grafite

No movimento que ficaria conhecido como “Maio de 1968”, estudantes de Paris picham os muros da universidade Sorbonne com palavras de protesto contra o então presidente, Charles de Gaulle. As manifestações repercutem pelo mundo e, no começo dos anos 1970, a paisagem urbana de Nova Iorque já traz pichações e algumas das primeiras expressões em grafite. Na mesma época, a cultura hip hop chega a São Paulo, onde o grafite ganha força como instrumento de inclusão social e como arte urbana.

"Maio de 1968 foi realmente um marco divisório no mundo. E repercutiu tanto em São Paulo quanto em Nova Iorque”, observa o artista plástico Celso Gitahy, em entrevista ao Caminhos da Reportagem. “Os bairros mais pobres de Nova Iorque, os bairros dos negros, dos imigrantes, são onde surgiram esses primeiros grafites, essas primeiras imagens.”

A equipe de reportagem consultou diversos especialistas sobre as raízes do grafite e verificou que, desde o começo dos tempos, homens e mulheres usam as paredes para manifestar suas indignações, angústias e aspirações. E questiona o porquê de o grafite ter se tornado uma forma de protesto das minorias.  

"Ela (grafite) não é uma coisa da elite, não é uma invenção da elite. É uma invenção daqueles que não tinham espaços institucionais para se exibirem”, responde o diretor do Museu Nacional Conjunto Cultural da República, Wagner Barja.

O programa mostra ainda que o grafite deixou de ser território essencialmente masculino. Hoje, as mulheres usam o grafite para se expressarem, de forma lúdica, sobre temas como violência doméstica e igualdade de gênero. “Ocupar o espaço público é o mais importante de ser mulher e estar no cenário da arte urbana”, defende a grafiteira J-Lo Borges, da Rede Nami, organização não governamental que busca promover os direitos das mulheres por meio da arte urbana.

Em São Paulo, o artista Alexandre Orion usa a sujeira da poluição para desenhar caveiras nos túneis da cidade. Já o artista Tec usa drones para registrar suas intervenções no asfalto. Este Caminhos da Reportagem confere o efeito desses grafites na paisagem urbana.

A reportagem "As cores da cidade" obteve a terceira colocação na categoria Videojornalismo do Prêmio Geneton Moraes Neto. O prêmio – homenagem ao jornalista pernambucano Geneton Moraes Neto, falecido em 2016 – valoriza o trabalho profissional de repórteres e técnicos que atuam em televisão, premiando seis trabalhos nacionais com o tema "Memória e Cidade." A banca julgadora pré-selecionou 66 trabalhos, que concorreram nas categorias videojornalismo e texto jornalístico.

Produzido pelo Núcleo de Programas Jornalísticos da TV Brasil, o Caminhos da Reportagem é exibido todas as quintas-feiras, às 21h45, e reprisado aos domingos, às 20h. O programa trata de assuntos atuais e leva o telespectador a uma viagem pelo país e pelo mundo em busca de grandes histórias.

Serviço:
Caminhos da Reportagem: “As Cores da Cidade”
Quinta-feira, 12 de julho, às 21h45, na TV Brasil.

 

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6818

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