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    Juíza explica como a definição de papéis de gênero contribui para a violência doméstica

    Com o aniversário de dez anos da Lei Maria da Penha, o Tribunal de Justiça de São Paula lançou a campanha “Rompa o Silêncio, Você Não Está Sozinha! #SomosTodosMariadaPenha”. A juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, uma das envolvidas no projeto, define este tipo de trabalho como campanha de combate à violência de gênero.

    Segundo Elaine Cristina, foram impostos papéis ao homem e à mulher ao longo da história por força do patriarcado: o poder de dominação masculina e a submissão feminina. Para a juíza estas definições criam atritos entre os sexos e estão ligadas aos diversos atos de violência cometidos pelos homens contra as mulheres.

    Segundo a juíza, no artigo 8º da Lei Maria da Penha estão previstas campanhas educativas e outras políticas públicas para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

    Confira o depoimento da juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante no vídeo abaixo e assista também ao Ver TV sobre Violência contra a mulher. Domingo, 6 de novembro, às 23h na TV Brasil.

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    Advogada exalta a importância da abordagem da violência contra a mulher nas telenovelas

    Para a advogada Myllena Calasans de Matos, integrante do Comitê Latino Americano de Defesa dos Direitos das Mulheres, as telenovelas podem contribuir no combate à violência contra a mulher. Segundo Calasans, ao retratar personagens que sofrem agressões domésticas, a TV dá visibilidade ao tema e ainda mostra como é possível buscar solução para o problema com a ajuda das autoridades policiais.

    “No momento que é retratado uma situação de conflito, uma violência doméstica, em que mostra que existe a Lei Maria da Penha, que aquela personagem vai até a delegacia… isto encoraja as mulheres a denunciar para terem uma mudança na sua situação”, defende Calasans.

    Confira o depoimento da advogada Myllena Calasans de Matos no vídeo abaixo e assista também ao Ver TV sobre Violência contra a mulher. Domingo, 6 de novembro, às 23h na TV Brasil.
     

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    Escritora Dilea Frate critica a agressividade presente nos bastidores da televisão

    A jornalista, escritora e diretora Diléa Frate começou a sua carreira em televisão ainda na década de 1970. Desde então, esteve envolvida na criação de telejornais, foi redatora de programa de entrevista e diretora do programa infantil TV Piá, exibido pela TV Brasil.

    Com sua vasta experiência em TV, Frate lamenta que os profissionais da área tenham o hábito de serem agressivos com os seus colegas no trato diário. Segundo a escritora, é muito comum as pessoas gritarem nos bastidores de gravações, criando uma violência cotidiana.

    “Não adianta nada fazer uma grande campanha na televisão (de conscientização sobre a violência contra a mulher) se você vai gritar com a sua assistente para colocar esta campanha no ar”, reflete a escritora sobre como a TV pode contribuir para a diminuição da violência.

    Confira o depoimento de Diléa Frate no vídeo abaixo e assista também ao Ver TV sobre Violência contra a mulher. Domingo, 6 de novembro, às 23h na TV Brasil.
     

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    Bráulio Araújo: "O conteúdo religioso e comercial das emissoras ultrapassam o limnite dos 25% da grade permitidos por lei"

    O advogado Bráulio Araújo do Coletivo Intervozes critica a inconstitucionalidade da venda de programas na TV e no rádio. Segundo ele, a lei limita a exibição de conteúdos comerciai e a venda de espaço a 25% da grade de ´programação. No Brasil, informa o advogado, grande parte das emissoras extrapola este limite. 

    O advogado defende que as emissoras de rádio e TV que vendem trechos de sua programação sejam monitoradas e denunciadas. Ele ainda chama atenção para o fato da radiodifusão ter regulamentos distintos a outras concessões de serviço público.

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    Pedro Rafael Vilela: ao terceirizar a programação, a emissora descumpre o seu contrato das concessões

     

    O jornalista critica o hábito da venda de horário na grade de programação das TVs

    Jornalista e ativista dos movimentos de democratização da comunicação Pedro Rafael Vilela é contrário a uma prática muito comum entre as emissoras da TV aberta no Brasil: a venda de espaços da grade de programação a terceiros. “A medida que você vende uma parte da programação de uma emissora para um terceiro explorar, você está lucrando em cima de um bem público”, explica.

    Segundo Vilela, é preciso levar em consideração que a concessão de uma emissora leva em consideração uma proposta de programação de uma TV e que a venda de horário viola esse princípio. Para ele, uma mudança como essas na programação precisaria de aprovação do Ministério das Comunicações.

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    Renata Mielli: “Venda de horários da programação de Rádio e TV são totalmente irregulares e ilegais”

     

    A coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) afirma que as grades de programação ferem o princípio da concessão

    A jornalista Renata Mielli, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), acredita que a falta de fiscalização do poder público levou ao cenário “irregular e ilegal” da venda de horários nas grades de rádio e TV.

    Segundo ela, hoje há emissoras que vendem até 22 horas diárias da sua grade de programação, o que indicaria um claro desvio do propósito de uma concessão.

    Renata acredita que é preciso ter um novo marco regulatório das comunicações que leve em conta a tecnologia e a a convergência entre mídias.

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    Procurador Jefferson Aparecido Dias critica a venda de outorgas para TV

     

    Procurador Jefferson Aparecido Dias critica a venda de outorgas para TV

    Em entrevista ao Ver TV, o procurador Jefferson Aparecido Dias explica  a ação cautelar contra o a venda do canal de TV aberta antes ocupado pela programação da MTV. 

    De acordo com ele, a Abril, que era proprietária do canal de entretenimento MTV no Brasil, afronta a lei por que os canais abertos têm propósitos específicos, enquanto serviço público, não são comercializáveis entre particulares, e toda autorização para que a iniciativa privada explore as frequências deve ser feita mediante concorrência pública.

    “Se um titular de uma outorga não tiver mais interesse nela, ele não pode comercializá-la. Ele deve abrir mão e ela tem de ser novamente licitada para que o poder público possa escolher a melhor proposta de veiculação”, afirma.

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    Para Alexandre Pavan, programas de formato estrangeiro tolhem a diversidade

    Na opinião do jornalista musical, os musicais de hoje em dia se submetem demais à área comercial das emissoras

    O jornalista e roteirista de programas musicais Alexandre Pavan critica a falta de diversidade musical nos programas televisivos, sobretudo nos reality shows musicais.

    Ele lembra que a música sempre esteve próxima das mídias. Cita como exemplo da importância da rádio para veiculação de grandes nomes da música como Pixinguinha e Dorival Caymmi nos anos 1930. 

    Para ele, os grandes festivais de TVs como Record e Excelsior na década de 1960 foram momentos importantes da produção musical brasileira. Segundo Pavan, os eventos levaram nomes como Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo e Milton Nascimento ao grande público.

    Na opinião do jornalista, hoje o conteúdo precisa responder a uma forte demanda comercial e isso prejudicaria a diversidade da programação televisiva. Ele cita os casos das versões brasileiras de reality shows como The Voice e X Factor: “Ao invés de diversificar audiência, as emissoras investem no que dá dinheiro e chama publicidade. O que tem muito são programas de formato estrangeiro de calouros que valorizam um único modelo de interpretar as músicas. No final todo mundo canta meio igual”.

    Não perca, O Ver TV vai ar no domingo (16/10), às 23h00, com reprises nas madrugadas de quarta (19/10) para quinta, 02h30.

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    O artista independente tem poucas opções na TV brasileira, afirma vocalista da banda Sexy Fi

    Camila Zanith diz que o retorno comercial acaba dando o tom da programação musical da TV brasileira

    Em entrevista ao Ver TV, a cantora Camila Zamith, da banda brasiliense Sexy Fi - que faz sucesso no exterior - avalia que são cada vez menores os espaços para bandas independentes como a dela.

    Na opinião de Camila, o espaço deste tipo de banda ainda são as mídias públicas e a Internet. “Para uma banda independente, a Internet é mais importante que a televisão hoje em dia, pelo simples fato que alcança mais pessoas mais rapidamente”, afirma.

    Segundo ela, no exterior, o espaço para a música independente é maior para quem investe em um trabalho autoral.

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    Marcus Pretto: “Os reality shows musiacis são efêmeros”

    Na opinião do jornalista e produtor musical, nenhum artista lançado nesses programas teve uma carreira longeva.

    O jornalista e produtor musical Marcus Pretto compara os reality shows musicais de hoje aos festivais da TV nos anos 60.

    Em sua opinião, programas como The Voice Brasil a atenção é muito mais técnica e voltada para a voz dos competidores. “O que importa ali é a ginástica da voz e não outros atributos que poderiam fazer do competidor um artista com uma carreira mais duradoura.”

    Anteriormente, em festivais como os da TV Record, a disputa era em torno da melhor composição. Ou seja, a atenção era para as canções e menos para os dotes técnicos do cantor. “Lá atrás a preocupação era com artistas que defendiam alguma coisa, uma estética, um posicionamento. Nara Leão e Chico Buarque jamais passariam em um programa como o The Voice”, afirma.

    O jornalista defende que o espaço para a música adulta e autoral se reduziu muito dos anos 2000 para frente. “Tenho impressão que o público que consumia a música de Rita Lee, Guilherme Arantes, Caetano Veloso e Chico Buarque perdeu o interesse pela música e hoje está mais interessado em séries de televisão, Netflix. É minha impressão”, explica.

    Ele ainda aponta a derrocada da MTV como exemplo de falta de interesse por música nova do público televisivo. “Hoje não há espaço para sutileza. O que sobrou foi essa competição que é uma espécie de jogo de futebol com as vozes”.

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